Polifarmácia em Idosos: Riscos e Manejo Clínico

UEM - Hospital Universitário de Maringá (PR) — Prova 2016

Enunciado

Com relação ao uso de medicamentos pela pessoa idosa e a prática clínica, assinale a alternativa incorreta:

Alternativas

  1. A) A incidência de reações indesejadas com a administração de medicamentos aumenta proporcionalmente com a idade.
  2. B) As interações medicamentosas são causas especiais de reações adversas.
  3. C) A polifarmácia é uma prática comum nas pessoas idosas
  4. D) Diferentes especialistas atendendo a pessoa idosa contribuem para ocorrência de iatrogenia.
  5. E) A ocorrência de polifarmácia pode ser explicada pelo número de doenças crônicas que acometem os idosos.

Pérola Clínica

Polifarmácia e múltiplos especialistas em idosos aumentam risco de iatrogenia, mas a multidisciplinaridade bem coordenada é benéfica.

Resumo-Chave

A polifarmácia e as alterações fisiológicas do envelhecimento aumentam o risco de reações adversas e interações medicamentosas em idosos. Embora a falta de comunicação entre múltiplos especialistas possa levar à iatrogenia, a abordagem multidisciplinar em si não é a causa, mas sim a falta de coordenação e revisão da lista de medicamentos.

Contexto Educacional

A polifarmácia é uma realidade comum na população idosa, impulsionada pela alta prevalência de doenças crônicas e pela busca por tratamento para cada condição. No entanto, ela é um dos principais fatores de risco para iatrogenia medicamentosa, reações adversas e interações medicamentosas, impactando negativamente a qualidade de vida e a segurança do paciente. As alterações fisiológicas do envelhecimento, como a redução da função renal e hepática, a diminuição da massa magra e o aumento da gordura corporal, modificam a farmacocinética e a farmacodinâmica dos medicamentos, tornando os idosos mais suscetíveis a efeitos adversos. A falta de coordenação entre múltiplos especialistas que prescrevem medicamentos de forma independente é um fator contribuinte para a iatrogenia, resultando em duplicações ou interações perigosas. Para mitigar esses riscos, é fundamental uma abordagem cuidadosa na prescrição para idosos. Isso inclui a revisão periódica da lista de medicamentos, a desprescrição de fármacos desnecessários ou inapropriados (utilizando ferramentas como os Critérios de Beers), e a promoção de uma comunicação eficaz entre todos os profissionais de saúde envolvidos no cuidado do paciente. O objetivo é otimizar a terapia, minimizando os riscos e maximizando os benefícios.

Perguntas Frequentes

O que é polifarmácia em idosos e quais seus riscos?

Polifarmácia é o uso de múltiplos medicamentos (geralmente ≥5) por um idoso. Seus riscos incluem interações medicamentosas, reações adversas, iatrogenia, piora da adesão e aumento de custos.

Como as alterações fisiológicas do envelhecimento afetam a farmacologia?

Idosos apresentam alterações na absorção, distribuição (menor massa magra, maior gordura), metabolismo (redução da função hepática) e excreção (redução da função renal), alterando a farmacocinética e farmacodinâmica dos medicamentos.

Como evitar a iatrogenia medicamentosa em idosos?

A iatrogenia pode ser evitada com revisão regular da lista de medicamentos, desprescrição de fármacos desnecessários, comunicação efetiva entre especialistas e uso de ferramentas como os Critérios de Beers.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo