IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2024
De acordo com GUSSO (2012) os fatores desencadeantes da polifarmácia são mais bem compreendidos a partir da influência dos seguintes aspectos:
Polifarmácia = influenciada por políticas de saúde, paciente, evidências e modelos de cuidado.
A polifarmácia, definida como o uso de múltiplos medicamentos, é um problema de saúde pública complexo. Segundo Gusso (2012), seus fatores desencadeantes são multifatoriais, envolvendo as políticas de cuidado em saúde, as características e necessidades do paciente, e a influência dos modelos atuais de evidências e de cuidados em saúde, que podem levar a uma cascata de prescrições.
A polifarmácia é um fenômeno crescente, especialmente em populações idosas e em pacientes com múltiplas comorbidades. Ela é definida como o uso concomitante de vários medicamentos, geralmente cinco ou mais, e representa um desafio significativo para a saúde pública devido aos seus potenciais riscos e complicações, como interações medicamentosas, reações adversas, não adesão ao tratamento e aumento dos custos. Os fatores desencadeantes da polifarmácia são complexos e multifatoriais, como apontado por Gusso (2012). Eles incluem as políticas de cuidado em saúde, que podem promover uma abordagem fragmentada das doenças; as características e expectativas do próprio paciente; e os modelos atuais de evidências e de cuidados em saúde, que muitas vezes focam em diretrizes para doenças isoladas, sem uma visão holística do indivíduo. Para os profissionais de saúde, é crucial adotar uma abordagem centrada no paciente, realizando revisões periódicas da medicação (deprescribing), buscando a simplificação dos regimes terapêuticos e promovendo o uso racional de medicamentos. A educação do paciente sobre seus medicamentos e a comunicação entre os diferentes profissionais envolvidos no cuidado são estratégias essenciais para mitigar os riscos da polifarmácia.
Polifarmácia é o uso concomitante de múltiplos medicamentos, geralmente definida como o uso regular de cinco ou mais medicamentos por um paciente.
Os riscos incluem interações medicamentosas, reações adversas a medicamentos, não adesão ao tratamento, aumento do custo e da complexidade do regime terapêutico, e maior risco de quedas e hospitalizações.
Políticas que incentivam a prescrição de diretrizes específicas para cada condição, sem uma visão integrada do paciente, ou que não promovem a revisão regular da medicação, podem contribuir para a polifarmácia.
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