UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2023
São condições associadas ao polidrâmnio, EXCETO:
Polidrâmnio = ↑ produção ou ↓ deglutição de líquido amniótico. Doença de Potter I (rins policísticos) causa OLIGODRÂMNIO.
O polidrâmnio é frequentemente associado a condições que aumentam a produção de líquido amniótico (ex: diabetes gestacional) ou que impedem sua deglutição pelo feto (ex: anomalias gastrointestinais ou neurológicas). Doença de Potter tipo I, que cursa com agenesia renal, leva a oligodrâmnio.
O polidrâmnio é uma condição obstétrica caracterizada pelo excesso de líquido amniótico no útero, definido por um Índice de Líquido Amniótico (ILA) > 24 cm ou maior bolsa > 8 cm. Sua prevalência varia de 1% a 2% das gestações e pode estar associado a diversas complicações maternas e fetais, sendo um marcador importante para a investigação de anomalias. As causas do polidrâmnio podem ser maternas (como o diabetes gestacional, que causa poliúria fetal devido à hiperglicemia) ou fetais. Entre as causas fetais, destacam-se as anomalias que afetam a deglutição do líquido amniótico (atresia esofágica, atresia duodenal, hérnia diafragmática, anencefalia, holoprosencefalia) ou aquelas que aumentam a produção (como algumas displasias esqueléticas ou síndromes genéticas). É crucial diferenciar o polidrâmnio do oligodrâmnio, que é a diminuição do líquido amniótico. A Doença de Potter, que envolve agenesia renal bilateral ou rins policísticos graves (tipo I), é uma causa clássica de oligodrâmnio, pois a urina fetal é o principal componente do líquido amniótico a partir do segundo trimestre. Portanto, a alternativa "rins policísticos: doença de Potter I" é a exceção entre as condições que causam polidrâmnio.
As causas de polidrâmnio podem ser maternas (como diabetes gestacional) ou fetais, incluindo anomalias do trato gastrointestinal (atresia esofágica/duodenal), anomalias neurológicas (anencefalia, holoprosencefalia) e displasias esqueléticas que afetam a deglutição.
No diabetes gestacional, a hiperglicemia materna leva à hiperglicemia fetal, que por sua vez causa poliúria fetal (aumento da produção de urina pelo feto), resultando em um acúmulo excessivo de líquido amniótico.
A Doença de Potter (especialmente o tipo I, agenesia renal bilateral) leva à ausência ou grave comprometimento da função renal fetal, resultando em diminuição drástica da produção de urina fetal e, consequentemente, oligodrâmnio severo.
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