ENARE/ENAMED — Prova 2025
Gestante realiza ultrassonografia obstétrica, que evidencia uma medida do maior bolsão vertical do líquido amniótico de 12 cm. A condição que pode estar associada a esse quadro é:
Polidramnio (bolsão > 8 cm) + malformação esquelética grave → suspeitar displasia tanatofórica.
Polidramnio é definido por um ILA > 24 cm ou maior bolsão vertical > 8 cm. Está frequentemente associado a malformações fetais que afetam a deglutição do líquido amniótico, como atresia esofágica, anencefalia ou, como no caso, displasia tanatofórica, uma osteocondrodisplasia letal.
O polidramnio, caracterizado pelo excesso de líquido amniótico, é uma condição que pode indicar diversas anormalidades maternas ou fetais. Sua definição ultrassonográfica inclui um Índice de Líquido Amniótico (ILA) superior a 24 cm ou um maior bolsão vertical (MBV) acima de 8 cm. A presença de um MBV de 12 cm, como no caso, configura um polidramnio significativo. As causas fetais de polidramnio são variadas e frequentemente relacionadas a problemas na deglutição ou absorção do líquido amniótico pelo feto. Entre elas, destacam-se as malformações do trato gastrointestinal (como atresia esofágica ou duodenal), anomalias do sistema nervoso central (anencefalia, espinha bífida), hidropsia fetal e, como na alternativa correta, displasias esqueléticas graves. A displasia tanatofórica é uma osteocondrodisplasia letal, caracterizada por encurtamento grave dos membros (micromelia), tórax estreito e macrocefalia. O polidramnio é uma complicação comum, pois o tórax estreito e as anomalias craniofaciais podem dificultar a deglutição do líquido amniótico pelo feto, além de comprometer o desenvolvimento pulmonar. O reconhecimento dessas associações é crucial para o diagnóstico pré-natal e o aconselhamento familiar.
Polidramnio é o excesso de líquido amniótico. É diagnosticado quando o Índice de Líquido Amniótico (ILA) é maior que 24 cm ou o maior bolsão vertical (MBV) é maior que 8 cm na ultrassonografia.
As principais causas fetais incluem malformações do trato gastrointestinal (atresia esofágica, duodenal), malformações do sistema nervoso central (anencefalia, espinha bífida), anomalias cromossômicas e displasias esqueléticas como a displasia tanatofórica.
A displasia tanatofórica, uma osteocondrodisplasia letal, pode causar polidramnio devido à compressão pulmonar e torácica que dificulta a deglutição fetal do líquido amniótico, além de possíveis anomalias do SNC.
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