Polidrâmnio e Atresia Duodenal Fetal: Relação com Síndrome de Down

UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2021

Enunciado

Uma mulher de 23 anos, G1P0, com 20 semanas de gestação, é submetida a um exame ultrassonográfico devido a uma biometria discordante. A ultrassonografia revela polidrâmnio com índice de líquido amniótico de 30 cm. O abdômen fetal revela uma massa cística na região abdominal direita e outra na área abdominal esquerda. Qual das alternativas seguintes é a condição associada mais provável?

Alternativas

  1. A) Diabetes gestacional
  2. B) Tumores ovarianos congênitos
  3. C) DHEG
  4. D) Isoimunização Rh
  5. E) Síndrome de Down

Pérola Clínica

Polidrâmnio + massas císticas abdominais fetais (duplas bolhas) → suspeitar de atresia duodenal, fortemente associada à Síndrome de Down.

Resumo-Chave

Polidrâmnio e massas císticas abdominais fetais (sinal de dupla bolha) sugerem atresia duodenal, uma malformação gastrointestinal frequentemente associada à Síndrome de Down (Trissomia do 21).

Contexto Educacional

O polidrâmnio, definido como um índice de líquido amniótico (ILA) acima de 24-25 cm ou um maior bolsão vertical acima de 8 cm, é um achado ultrassonográfico que pode indicar diversas condições maternas ou fetais. Quando associado a massas císticas abdominais fetais, especialmente o clássico 'sinal da dupla bolha' (estômago e duodeno dilatados), a principal suspeita é de atresia duodenal. Essa condição impede a passagem do líquido amniótico pelo trato gastrointestinal fetal, levando ao seu acúmulo. A atresia duodenal é uma malformação congênita do trato gastrointestinal superior que, por si só, já é um achado significativo. No entanto, sua forte associação com anomalias cromossômicas, em particular a Síndrome de Down (Trissomia do 21), é um ponto crucial para o diagnóstico pré-natal. Aproximadamente 30% dos fetos com atresia duodenal apresentam Síndrome de Down, tornando a investigação cariotípica fetal imperativa nesses casos. Diante de um quadro de polidrâmnio e sinal da dupla bolha na ultrassonografia fetal, a conduta inclui a realização de um cariótipo fetal (por amniocentese ou cordocentese) para descartar ou confirmar a Síndrome de Down ou outras aneuploidias. O manejo pós-natal da atresia duodenal é cirúrgico, mas o conhecimento pré-natal da associação com a Síndrome de Down permite um aconselhamento genético adequado aos pais e o planejamento do parto em um centro com recursos para o cuidado do recém-nascido com essa condição.

Perguntas Frequentes

Qual a principal causa de polidrâmnio associado a massas císticas abdominais fetais?

A principal causa é a atresia duodenal, que impede a deglutição e absorção do líquido amniótico pelo feto, levando ao acúmulo. As massas císticas representam o estômago e o duodeno dilatados.

Por que a Síndrome de Down é uma condição associada a esses achados?

A atresia duodenal é uma malformação gastrointestinal que ocorre em aproximadamente 30% dos fetos com Síndrome de Down (Trissomia do 21), tornando-a uma associação forte e que deve ser investigada.

Quais outros achados ultrassonográficos podem sugerir Síndrome de Down em um feto com atresia duodenal?

Além da atresia duodenal, outros marcadores ultrassonográficos para Síndrome de Down incluem translucência nucal aumentada, osso nasal hipoplásico, cardiopatias congênitas e encurtamento de fêmur e úmero.

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