Polidrâmnio: Causas e Diagnóstico Diferencial na Gestação

IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Polidrâmnio é o acentuado excesso de líquido amniótico reconhecido do exame físico ou pela ultrassonografia (medida do maior bolsão vertical). São situações clínicas que se manifestam com polidramnia, EXCETO:

Alternativas

  1. A) Atresia de esôfago e de duodeno no feto.
  2. B) Hidropsia fetal não imune e doença hemolítica. perinatal.
  3. C) Diabetes melito materno.
  4. D) Doença renal ou agenesia renal no feto.

Pérola Clínica

Polidrâmnio = ↑ líquido amniótico; causas incluem problemas de deglutição fetal (atresias) ou ↑ produção (diabetes materno, hidropsia).

Resumo-Chave

O polidrâmnio é o excesso de líquido amniótico, frequentemente associado a condições que afetam a deglutição fetal (como atresias gastrointestinais) ou que aumentam a produção de urina fetal/líquido (diabetes materno, hidropsia). Doenças renais fetais, como a agenesia renal, causam oligodrâmnio, não polidrâmnio.

Contexto Educacional

O polidrâmnio é uma condição obstétrica caracterizada pelo excesso de líquido amniótico, que pode ser diagnosticado clinicamente por um útero maior que o esperado para a idade gestacional ou, de forma mais precisa, por ultrassonografia, através da medida do maior bolsão vertical ou do índice de líquido amniótico. A etiologia é multifatorial, podendo envolver fatores maternos, fetais ou idiopáticos. Entre as causas fetais, destacam-se as anomalias que afetam a deglutição fetal, como a atresia de esôfago e a atresia de duodeno, que impedem o feto de reabsorver o líquido amniótico. Outras causas fetais incluem anomalias do sistema nervoso central, hidropsia fetal (imune ou não imune, como na doença hemolítica perinatal), e malformações cardíacas. O diabetes melito materno é uma importante causa materna de polidrâmnio, pois a hiperglicemia fetal induz poliúria. É crucial diferenciar o polidrâmnio do oligodrâmnio. A agenesia renal ou outras doenças renais fetais, que resultam em diminuição ou ausência da produção de urina fetal, são causas clássicas de oligodrâmnio, e não de polidrâmnio. A urina fetal é o principal contribuinte para o volume do líquido amniótico no segundo e terceiro trimestres. O reconhecimento das causas do polidrâmnio é fundamental para o manejo adequado da gestação e para o planejamento do cuidado neonatal.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas fetais de polidrâmnio?

As causas fetais incluem anomalias gastrointestinais que impedem a deglutição (atresia de esôfago, duodeno), anomalias do sistema nervoso central, hidropsia fetal (imune ou não imune) e malformações cardíacas.

Como o diabetes melito materno pode causar polidrâmnio?

O diabetes materno descompensado pode levar à hiperglicemia fetal, que por sua vez causa poliúria fetal (aumento da produção de urina), contribuindo para o excesso de líquido amniótico.

Por que a agenesia renal fetal causa oligodrâmnio e não polidrâmnio?

A agenesia renal fetal impede a formação dos rins, resultando na ausência ou diminuição drástica da produção de urina fetal. Como a urina fetal é o principal componente do líquido amniótico após o primeiro trimestre, sua ausência leva ao oligodrâmnio.

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