Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2020
Não tem associação com polidramnia:
Polidramnia → ↑ produção ou ↓ reabsorção LA; rim policístico não causa.
Polidramnia é o excesso de líquido amniótico, geralmente causado por problemas na deglutição fetal (como anencefalia, atresia de esôfago) ou condições maternas (diabetes). O rim policístico fetal, por outro lado, está mais associado a oligodramnia ou volume normal, pois a produção de urina fetal é um componente importante do líquido amniótico.
Polidramnia é definida como um volume excessivo de líquido amniótico, geralmente diagnosticado por um Índice de Líquido Amniótico (ILA) > 24 cm ou maior bolsa única > 8 cm. Sua prevalência varia de 1% a 2% das gestações e é um achado importante que pode indicar anomalias fetais ou condições maternas subjacentes, exigindo investigação detalhada para otimizar o manejo gestacional. A fisiopatologia da polidramnia envolve um desequilíbrio entre a produção e a reabsorção do líquido amniótico. As causas fetais mais comuns incluem anomalias do sistema nervoso central (como anencefalia) que prejudicam a deglutição, e obstruções do trato gastrointestinal superior (como atresia de esôfago ou duodeno), que impedem a reabsorção. Condições maternas como diabetes gestacional descompensado também podem levar à polidramnia devido à hiperglicemia fetal e diurese osmótica. O diagnóstico precoce da causa da polidramnia é crucial para o planejamento do parto e o manejo neonatal. Enquanto anomalias que afetam a deglutição aumentam o volume de líquido, condições que comprometem a função renal fetal, como o rim policístico autossômico recessivo, tipicamente resultam em oligodramnia (diminuição do líquido amniótico) devido à redução da produção de urina fetal.
As principais causas de polidramnia incluem anomalias fetais que afetam a deglutição (anencefalia, atresia de esôfago), condições maternas como diabetes gestacional, e hidropsia fetal. O excesso de líquido amniótico pode ser idiopático em muitos casos.
A anencefalia e a atresia de esôfago impedem a deglutição normal do líquido amniótico pelo feto. Como a deglutição fetal é o principal mecanismo de reabsorção do líquido, sua falha leva ao acúmulo e, consequentemente, à polidramnia.
O rim policístico, especialmente na forma autossômica recessiva, pode levar à insuficiência renal fetal e, consequentemente, à diminuição da produção de urina fetal. A urina fetal é um componente crucial do líquido amniótico, e sua redução resulta em oligodramnia, não polidramnia.
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