UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2015
Paciente é submetida no segundo trimestre de gravidez, a uma ultrassonografia obstétrica. Durante o exame, observa-se o índice de líquido amniótico (ILA) de 25 cm. O diagnóstico mais provável é:
ILA > 25 cm (polidramnia) + 2º trimestre → investigar atresia de esôfago fetal.
Um ILA de 25 cm no segundo trimestre indica polidramnia, que é o excesso de líquido amniótico. A atresia de esôfago é uma causa comum de polidramnia, pois impede a deglutição fetal do líquido amniótico, levando ao seu acúmulo.
O volume de líquido amniótico é um indicador crucial da saúde fetal e do bem-estar durante a gravidez. O Índice de Líquido Amniótico (ILA) é uma medida ultrassonográfica utilizada para quantificar esse volume. Um ILA de 25 cm no segundo trimestre é considerado polidramnia, que é o excesso de líquido amniótico, e exige uma investigação detalhada para identificar a causa subjacente. A polidramnia pode ser idiopática em muitos casos, mas é frequentemente associada a condições maternas e fetais. Entre as causas fetais, as anomalias gastrointestinais, como a atresia de esôfago, são particularmente importantes. Nesses casos, o feto não consegue deglutir o líquido amniótico de forma eficaz, levando ao seu acúmulo. Outras causas incluem anomalias do sistema nervoso central, hidropsia fetal e síndromes genéticas. É essencial que residentes e estudantes de medicina saibam diferenciar as causas de polidramnia das de oligodramnia. Condições como a estenose de válvula de uretra posterior e a Síndrome de Potter, que afetam a função renal fetal, resultam em oligodramnia devido à diminuição da produção de urina fetal. O diagnóstico precoce da causa da polidramnia é fundamental para o planejamento do manejo obstétrico e neonatal, visando otimizar os resultados para a mãe e o bebê.
As principais causas de polidramnia incluem diabetes mellitus materno, anomalias gastrointestinais fetais (como atresia de esôfago ou duodeno), anomalias do sistema nervoso central (anencefalia), hidropsia fetal, infecções congênitas e gestações múltiplas.
A atresia de esôfago impede que o feto degluta o líquido amniótico, que é normalmente reabsorvido pelo trato gastrointestinal fetal e excretado pelos rins maternos. A incapacidade de deglutir resulta no acúmulo de líquido amniótico, levando à polidramnia.
A polidramnia é frequentemente causada por condições que impedem a deglutição fetal (ex: atresia de esôfago) ou aumentam a produção de líquido (ex: anencefalia). A oligodramnia, por outro lado, é geralmente causada por condições que afetam a produção de urina fetal (ex: agenesia renal, estenose de válvula de uretra posterior) ou ruptura prematura de membranas.
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