Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2024
Em gestação complicada por polidrâmnia sem causa evidente, diversas complicações devem ser previstas, exceto:
Polidrâmnia → ↑ risco de atonia uterina, hemorragia puerperal, prolapso de cordão, parto prematuro.
A polidrâmnia, por distender excessivamente o útero, aumenta o risco de atonia uterina e hemorragia pós-parto. Também eleva o risco de prolapso de cordão e parto prematuro, mas não de compressão de cordão umbilical como complicação direta.
Polidrâmnia é a condição em que há um excesso de líquido amniótico na cavidade uterina, definida geralmente por um Índice de Líquido Amniótico (ILA) > 24 cm ou maior bolsa > 8 cm. Embora muitas vezes idiopática, pode estar associada a diversas condições maternas (diabetes gestacional) e fetais (malformações congênitas, como atresia esofágica, ou hidropsia fetal). É uma condição que exige monitoramento cuidadoso devido às suas potenciais complicações. As complicações da polidrâmnia decorrem principalmente da distensão uterina excessiva e do volume aumentado de líquido. Entre elas, destacam-se o parto prematuro (devido à distensão), o descolamento prematuro de placenta (pela rápida descompressão uterina), a atonia uterina pós-parto e consequente hemorragia puerperal (pela dificuldade de contração do útero superdistendido), e o prolapso de cordão umbilical (pela má apresentação fetal e fluxo de líquido após a ruptura das membranas). A compressão de cordão umbilical, por outro lado, é mais frequentemente associada a oligodrâmnio, onde a escassez de líquido amniótico não oferece proteção adequada ao cordão contra a compressão por partes fetais ou pelo próprio útero. Portanto, a compressão de cordão não é uma complicação direta e esperada da polidrâmnia.
As causas de polidrâmnia podem ser idiopáticas (sem causa identificável), maternas (como diabetes mellitus, infecções) ou fetais (malformações gastrointestinais que impedem a deglutição, malformações neurológicas, hidropsia fetal, síndromes genéticas).
O excesso de líquido amniótico causa uma distensão uterina excessiva, o que dificulta a contração eficaz do miométrio após o parto. Essa falha na contração (atonia) é a principal causa de hemorragia puerperal.
O grande volume de líquido amniótico pode impedir que a apresentação fetal se encaixe adequadamente na pelve. Quando as membranas se rompem, o fluxo súbito de líquido pode arrastar o cordão umbilical antes da apresentação fetal, resultando em prolapso.
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