Polidramnia Fetal: Causas e Diagnóstico Ultrassonográfico

HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2020

Enunciado

Gestante de 36 semanas realizara USG para avaliação de biometria fetal, em que se notou feto único vivo, cefálico, com 2.910 g e placenta anterior grau II, com as seguintes medidas dos quatro bolsões de líquido amniótico: 3 cm; 9 cm; 7 cm; e 6 cm. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A fenda labiopalatina é uma causa possível para o quadro.
  2. B) Nota-se que a placenta está em baixo grau de desenvolvimento, devendo-se pesquisar melhor erro de data.
  3. C) O diagnóstico mais provável para o quadro é insuficiência placentária.
  4. D) Trata-se de ultrassonografia dentro da normalidade, não se requerendo conduta específica.
  5. E) O quadro é compatível com restrição de crescimento fetal.

Pérola Clínica

Polidramnia (ILA > 24 ou maior bolsão > 8) → investigar malformações TGI/SNC, diabetes materno, fenda labiopalatina.

Resumo-Chave

O ILA é calculado pela soma dos quatro bolsões (3+9+7+6 = 25 cm). Este valor indica polidramnia (ILA > 24 cm). A fenda labiopalatina pode causar polidramnia devido à dificuldade de deglutição fetal, levando ao acúmulo de líquido amniótico.

Contexto Educacional

O volume de líquido amniótico é um indicador crucial da saúde fetal e do bem-estar materno-fetal. Alterações nesse volume, como polidramnia (excesso) ou oligodramnia (escassez), podem indicar patologias subjacentes e requerem investigação aprofundada. A polidramnia é definida por um Índice de Líquido Amniótico (ILA) superior a 24 cm ou um maior bolsão único superior a 8 cm. A fisiopatologia da polidramnia envolve um desequilíbrio entre a produção e a reabsorção de líquido amniótico. As principais causas incluem diabetes materno (que leva a poliúria fetal), malformações fetais que afetam a deglutição (como atresia esofágica, anencefalia, fenda labiopalatina) ou a absorção (como anomalias gastrointestinais), hidropsia fetal e infecções congênitas. O diagnóstico é feito por ultrassonografia, que quantifica o volume de líquido amniótico. O manejo da polidramnia depende da causa subjacente e da gravidade. Em casos leves e idiopáticos, pode-se apenas observar. Em casos graves, pode ser necessária a amniocentese para alívio dos sintomas maternos e para investigação de cariótipo fetal. O prognóstico varia conforme a etiologia, sendo essencial o acompanhamento pré-natal rigoroso para identificar e intervir precocemente em possíveis complicações.

Perguntas Frequentes

Como é diagnosticada a polidramnia na ultrassonografia?

A polidramnia é diagnosticada quando o Índice de Líquido Amniótico (ILA) é maior que 24 cm ou quando o maior bolsão único de líquido amniótico é maior que 8 cm.

Quais são as principais causas de polidramnia?

As causas de polidramnia incluem diabetes mellitus materno, malformações fetais (especialmente do trato gastrointestinal, como atresia esofágica, ou do sistema nervoso central, como anencefalia, e fenda labiopalatina), hidropsia fetal, infecções congênitas e gestações múltiplas.

Por que a fenda labiopalatina pode causar polidramnia?

A fenda labiopalatina, especialmente quando associada a outras anomalias orofaciais, pode dificultar a deglutição do líquido amniótico pelo feto, levando ao seu acúmulo e, consequentemente, à polidramnia.

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