Policitemia Neonatal: Diagnóstico e Tratamento Adequado

UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2024

Enunciado

RN apresenta, no segundo dia de vida, icterícia +++ em zona IV de Kramer, hipoglicemia, bossa serossanguinolenta em região parietal, palmas e plantas eritematosas. Nasceu de parto vaginal no automóvel a caminho do hospital, bolsa rota no ato, chorou forte ao nascer. O clampeamento do cordão umbilical foi feito quando a mãe foi atendida na UPA, e o RN apresenta peso adequado à idade gestacional. Considerando a principal hipótese diagnóstica, o tratamento adequado para o paciente é:

Alternativas

  1. A) plasmaferese
  2. B) hidratação venosa
  3. C) exsanguinitransfusão parcial
  4. D) hemoconcentrado de hemácias

Pérola Clínica

RN com icterícia, hipoglicemia, pletora e clampeamento tardio → Policitemia = Exsanguineotransfusão parcial.

Resumo-Chave

A policitemia neonatal, frequentemente associada ao clampeamento tardio do cordão umbilical, manifesta-se com icterícia, hipoglicemia e pletora. O tratamento para casos sintomáticos é a exsanguineotransfusão parcial para reduzir a viscosidade sanguínea e melhorar a perfusão tecidual.

Contexto Educacional

A policitemia neonatal é definida como um hematócrito venoso central ≥ 65% em recém-nascidos. É uma condição relativamente comum, com incidência de 1-5%, e pode ser primária (idiopática) ou secundária a fatores como clampeamento tardio do cordão umbilical, transfusão feto-fetal, restrição de crescimento intrauterino, diabetes materna ou síndrome de Down. Os sinais clínicos são variados e inespecíficos, incluindo pletora (palmas e plantas eritematosas), letargia, irritabilidade, icterícia (devido ao aumento da carga de bilirrubina), hipoglicemia (pelo aumento do consumo de glicose pela massa eritrocitária), desconforto respiratório e até convulsões. O diagnóstico é confirmado pela dosagem do hematócrito. O tratamento para policitemia sintomática é a exsanguineotransfusão parcial, que consiste na remoção de uma porção do sangue do RN e sua substituição por solução salina ou plasma. O objetivo é reduzir o hematócrito para níveis seguros (geralmente abaixo de 60-65%), diminuindo a viscosidade sanguínea e melhorando a perfusão tecidual, prevenindo complicações neurológicas e metabólicas.

Perguntas Frequentes

Quais os sinais clínicos da policitemia neonatal?

Os sinais clínicos da policitemia neonatal incluem pletora (rubor, palmas e plantas eritematosas), letargia, irritabilidade, icterícia, hipoglicemia, desconforto respiratório e, em casos graves, convulsões. Muitos RNs podem ser assintomáticos.

Qual a conduta para policitemia neonatal sintomática?

Para policitemia neonatal sintomática, a conduta de escolha é a exsanguineotransfusão parcial. Este procedimento visa reduzir o hematócrito para níveis seguros (geralmente abaixo de 60-65%), diminuindo a viscosidade sanguínea e melhorando a perfusão tecidual.

Quais fatores de risco para policitemia neonatal?

Fatores de risco para policitemia neonatal incluem clampeamento tardio do cordão umbilical, transfusão feto-fetal, restrição de crescimento intrauterino, diabetes materna, síndrome de Down e outras cromossomopatias.

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