Poliarterite Nodosa: Diagnóstico e Manifestações Clínicas

SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2022

Enunciado

É CORRETO afirmar sobre a poliarterite nodosa.

Alternativas

  1. A) Trata-se de uma vasculite necrosante multissistêmica de artérias musculares de pequeno e médio calibres em que o comprometimento das artérias pulmonares é característico.
  2. B) A patologia do rim na poliarterite nodosa clássica é a da arterite com glomerulonefrite.
  3. C) Sinais e sintomas inespecíficos são a característica essencial da poliarterite nodosa. Febre, perda de peso e mal-estar geral estão presentes em mais da metade dos casos.
  4. D) O testes sorológicos diagnósticos são essenciais para o diagnóstico, sendo os anticorpos contra mieloperoxidase ou proteinase 3 (ANCA) encontrados na quase totalidade dos pacientes.
  5. E) O prognóstico da poliarterite nodosa mesmo sem tratamento é extremamente positivo, com taxa de sobrevida de 10 anos relatada entre 90 e 100%.

Pérola Clínica

PAN clássica → vasculite ANCA-negativa, poupa pulmões, manifestações inespecíficas e constitucionais.

Resumo-Chave

A poliarterite nodosa é uma vasculite sistêmica de artérias musculares de médio e pequeno calibres, caracterizada por sintomas constitucionais e envolvimento multissistêmico. É crucial lembrar que a PAN clássica é ANCA-negativa e tipicamente não afeta o leito pulmonar, diferenciando-a de outras vasculites.

Contexto Educacional

A poliarterite nodosa (PAN) é uma vasculite necrosante sistêmica de artérias musculares de pequeno e médio calibres, com predileção por bifurcações arteriais. É uma doença rara, com incidência estimada em 1-2 casos por milhão de habitantes por ano, e afeta predominantemente adultos de meia-idade. Sua importância clínica reside na gravidade do comprometimento multissistêmico e na necessidade de diagnóstico e tratamento precoces para evitar danos irreversíveis aos órgãos. O diagnóstico da PAN é desafiador devido à natureza inespecífica de suas manifestações iniciais, que frequentemente incluem febre, perda de peso, mal-estar geral e mialgias, presentes em mais da metade dos pacientes. O envolvimento renal (hipertensão, infartos), neurológico (mononeurite múltipla), gastrointestinal (dor abdominal, hemorragia) e cutâneo (livedo reticularis, nódulos) são comuns. É crucial lembrar que a PAN clássica é ANCA-negativa e tipicamente poupa o leito pulmonar, o que a diferencia de outras vasculites sistêmicas. A biópsia de um órgão afetado (pele, músculo, nervo) ou a angiografia (aneurismas e estenoses) são essenciais para a confirmação diagnóstica. O tratamento da PAN envolve corticosteroides em altas doses, frequentemente combinados com imunossupressores como a ciclofosfamida, especialmente em casos de doença grave ou com comprometimento de órgãos vitais. O prognóstico da PAN melhorou drasticamente com a terapia imunossupressora, elevando a sobrevida em 5 anos de cerca de 10-20% para 60-80%. O manejo deve ser individualizado, visando controlar a inflamação, prevenir danos orgânicos e minimizar os efeitos adversos da terapia.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais órgãos afetados na poliarterite nodosa?

A PAN pode afetar múltiplos órgãos, incluindo rins (arterite, mas sem glomerulonefrite), sistema nervoso periférico (mononeurite múltipla), trato gastrointestinal (dor abdominal, isquemia), pele e coração.

A poliarterite nodosa é uma vasculite ANCA-associada?

Não, a poliarterite nodosa clássica é caracteristicamente ANCA-negativa. A presença de ANCA sugere outras vasculites, como granulomatose com poliangiite ou poliangiite microscópica.

Qual o prognóstico da poliarterite nodosa sem tratamento?

Sem tratamento, a poliarterite nodosa tem um prognóstico muito ruim, com taxa de sobrevida em 5 anos de aproximadamente 10-20% devido ao comprometimento de órgãos vitais. O tratamento com corticosteroides e imunossupressores melhora significativamente a sobrevida.

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