CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2023
O poder total da córnea isolada no ar é aproximadamente (considere a curvatura anterior da córnea 7,7 mm; a curvatura posterior da córnea 6,8 mm; o índice de refração do estroma corneano 1,376 e o índice de refração do ar 1,00):
Córnea isolada no ar = poder negativo (~ -6D) devido à face posterior côncava.
Embora a córnea in vivo tenha poder positivo (~43D), isolada no ar sua face posterior côncava domina negativamente a refração total.
O estudo da óptica corneana é fundamental para entender a formação da imagem retiniana e o planejamento de cirurgias refrativas. A córnea funciona como uma lente menisco-convergente in vivo, sendo o principal elemento refrativo do olho humano. No entanto, suas propriedades mudam radicalmente dependendo do meio em que está imersa. Este cálculo teórico da córnea 'isolada no ar' demonstra a importância dos índices de refração adjacentes. A face anterior contribui com a maior parte do poder convergente devido à grande diferença entre o ar (1,0) e o estroma (1,376). Já a face posterior, sendo côncava, atua como uma lente divergente. Quando o meio posterior é o ar, essa divergência é maximizada, superando a convergência anterior.
Utiliza-se a fórmula P = (n2 - n1) / r. Para a face anterior: (1,376 - 1,000) / 0,0077 m ≈ +48,83 D. Este é o poder convergente da primeira interface que a luz encontra.
Ao calcular a face posterior no ar: (1,000 - 1,376) / 0,0068 m ≈ -55,29 D. Somando as duas faces (+48,83 - 55,29), obtemos aproximadamente -6,46 D. A curvatura posterior mais acentuada em um meio de menor índice de refração (ar) gera essa divergência.
In vivo, a face posterior da córnea está em contato com o humor aquoso (n=1,336). A diferença de índice de refração (1,376 para 1,336) é muito menor que para o ar, reduzindo drasticamente o poder divergente da face posterior, resultando no poder positivo total de ~43D.
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