CBO Teórica 1 - Prova de Bases da Oftalmologia — Prova 2020
Você está prestes a implantar uma lente intraocular em um paciente e em sua embalagem nota as seguintes afirmações: Poder +18,00 D e índice de refração da LIO: 1,5. Qual das alternativas abaixo está correta em relação ao seu poder?
Poder da LIO no ar ≈ 3x poder no olho (devido à diferença de índices de refração).
O poder de uma lente depende do meio. Como o índice de refração do ar (1.0) é muito menor que o do humor aquoso (~1.33), a LIO tem muito mais poder no ar.
A refração da luz ocorre na interface entre dois meios com índices de refração diferentes. A fórmula de Lensmaker demonstra que o poder (P) é proporcional a (n2 - n1), onde n2 é o índice da lente e n1 o do meio. Quando uma LIO de +18,00 D (poder no olho) é colocada no ar, o denominador da equação de refração muda drasticamente. Como o índice de refração do humor aquoso (1.336) é muito mais próximo ao da lente (ex: 1.50) do que o do ar (1.00), a lente precisa de muito mais curvatura para atingir +18,00 D no olho, o que se traduz em cerca de +54,00 D no ar.
O poder de uma lente é determinado pela diferença entre o índice de refração do material da lente e o índice de refração do meio circundante. No ar (n=1.0), a diferença é grande, gerando alto poder. No olho (aquoso n=1.33), a diferença é menor, reduzindo o poder efetivo.
Para a maioria das lentes intraoculares (índice de refração ~1.47 a 1.55), o poder dióptrico no ar é aproximadamente três vezes maior do que o seu poder nominal quando imersa em humor aquoso.
As LIOs são rotuladas com o seu poder 'embutido' para o meio ocular. Os fabricantes utilizam fórmulas de óptica física para garantir que, ao serem implantadas, elas forneçam a correção exata planejada no cálculo de biometria, apesar de sua potência física real ser maior fora do olho.
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