UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2024
Pode-se afirmar que, para a construção do partograma, o registro gráfico deve ser iniciado quando a parturiente estiver na fase ativa do trabalho de parto (duas a três contrações generalizadas em 10 minutos) e dilatação cervical mínima, em centímetros, de:
Partograma: iniciar na fase ativa do trabalho de parto, com dilatação cervical ≥ 5 cm.
O partograma é uma ferramenta essencial para monitorar a progressão do trabalho de parto e identificar desvios da normalidade. Seu registro deve ser iniciado apenas na fase ativa, quando a dilatação cervical atinge 5 cm ou mais, para evitar intervenções desnecessárias na fase latente.
O partograma é uma representação gráfica da progressão do trabalho de parto, fundamental para a vigilância e identificação precoce de distocias. Sua utilização é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma ferramenta de baixo custo e alta eficácia na redução de intervenções desnecessárias e na melhoria dos desfechos maternos e perinatais. É uma parte integrante da assistência ao parto normal, permitindo que os profissionais de saúde avaliem a velocidade da dilatação cervical e da descida fetal em relação ao tempo. A fase ativa do trabalho de parto é o período em que a dilatação cervical progride de forma mais acelerada. A OMS e a maioria dos protocolos atuais definem o início da fase ativa a partir de 5 cm de dilatação cervical, acompanhada de contrações uterinas regulares e efetivas. Antes dessa dilatação, considera-se a fase latente, que pode ser mais longa e irregular, e onde o partograma não deve ser iniciado para evitar a medicalização desnecessária do parto. O monitoramento adequado da fase ativa é crucial para intervir apenas quando há real necessidade, como em casos de parada de progressão. A correta interpretação do partograma permite identificar padrões de progressão normal, alerta e ação, guiando as decisões clínicas. A intervenção precoce ou tardia pode ter consequências negativas para a mãe e o bebê. Portanto, o conhecimento preciso sobre o momento de iniciar o registro e a interpretação dos dados é um pilar na formação de residentes em obstetrícia, visando uma assistência segura e humanizada ao parto.
O partograma deve ser iniciado quando a parturiente entra na fase ativa do trabalho de parto, caracterizada por contrações uterinas regulares e dilatação cervical de 5 cm ou mais.
A dilatação de 5 cm marca o início da fase ativa do trabalho de parto, onde a progressão cervical é mais rápida. Iniciar o partograma antes disso pode levar a interpretações errôneas da progressão.
O partograma monitora a dilatação cervical, descida da apresentação fetal, frequência cardíaca fetal, contrações uterinas, integridade das membranas e uso de ocitocina, entre outros.
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