MedEvo Ciclo Básico — Prova 2025
Um jovem de 22 anos é levado à emergência após sofrer um ferimento por arma branca na região do 4º espaço intercostal esquerdo, na linha axilar anterior. Ao exame físico, apresenta dispneia súbita e murmúrio vesicular abolido no lado afetado. O exame radiológico confirma um pneumotórax, evidenciando o colapso do pulmão esquerdo. Considerando a mecânica respiratória e a integridade da cavidade torácica, o colapso pulmonar observado nesse cenário ocorre fundamentalmente porque:
Em um pneumotórax, o pulmão colapsa para dentro (devido às fibras elásticas) enquanto a parede torácica se expande levemente para fora, pois o equilíbrio entre eles foi quebrado.
O pneumotórax ocorre quando o ar entra no espaço entre a pleura visceral e parietal. Em condições fisiológicas, a pressão intrapleural é negativa (subatmosférica), o que atua como uma 'sucção' que mantém o pulmão expandido contra a parede torácica. Quando ocorre uma lesão na parede torácica ou no parênquima, o ar flui para o espaço pleural até que as pressões se equalizem com a atmosfera. Sem o gradiente de pressão transpulmonar (a diferença entre a pressão alveolar e a intrapleural), a força de recolhimento elástico inerente ao tecido pulmonar não encontra mais oposição, levando ao colapso imediato do parênquima. O diagnóstico é fundamentalmente clínico, confirmado por radiografia de tórax, e o tratamento varia desde a observação em casos pequenos até a drenagem torácica imediata em selo d'água.
Porque o pulmão quer encolher e a caixa torácica quer expandir, criando uma tensão de sucção entre as duas camadas pleurais.
É a diferença entre a pressão dentro dos alvéolos e a pressão no espaço pleural; é a força que mantém os pulmões inflados.
Depende do tamanho da lesão e se há aderências pleurais, mas mecanicamente, sem pressão negativa, a tendência é o colapso total.
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