FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2024
Um homem de 35 anos, apresentou uma queda de um andaime, de aproximadamente 4,0 metros. Encaminhado a um Hospital Terciário, NívelI. de Trauma com colar cervical e prancha rígida. Encontra se hemodinamicamente normal. Via aérea pérvia e Glasgow de 15. Apresenta dor a palpação de arcos costais a direita, com ausculta presente e diminuída bilateralmente. Sua saturação de O2 é de 93%. O médico assistente, baseado no mecanismo de trauma, resolve realizar estudo tomográfico do corpo todo. Todas as tomografias são normais, exceto a tomografia de tórax que evidenciou uma linha de pneumotórax que dista 4,0 cm da parede torácica interna, a direita. Baseado neste exame e no exame físico deste paciente, a melhor conduta seria:
Pneumotórax traumático > 2 cm ou sintomático (saturação 93%) → Drenagem torácica imediata.
Em pacientes com trauma torácico, um pneumotórax com distância maior que 2 cm da parede torácica ou que cause sintomas respiratórios, mesmo com estabilidade hemodinâmica, requer drenagem torácica. A saturação de O2 de 93% indica comprometimento respiratório, justificando a intervenção.
O pneumotórax traumático é uma condição comum e potencialmente grave em vítimas de trauma torácico, resultando da entrada de ar no espaço pleural. Sua incidência varia conforme o mecanismo e a gravidade do trauma, sendo crucial o reconhecimento precoce para evitar complicações como insuficiência respiratória e choque. A avaliação inicial deve seguir o protocolo ATLS, com atenção à via aérea, respiração e circulação. A fisiopatologia envolve a lesão da pleura visceral ou parietal, permitindo a comunicação entre o pulmão ou o ambiente externo e o espaço pleural. O diagnóstico é feito clinicamente (dor torácica, dispneia, murmúrio vesicular diminuído) e confirmado por exames de imagem, como a radiografia de tórax ou, preferencialmente, a tomografia de tórax em pacientes estáveis. A distância do pneumotórax da parede torácica é um critério importante para a conduta. O tratamento varia desde a observação em casos pequenos e assintomáticos até a drenagem torácica em pneumotórax maiores (> 2 cm), sintomáticos ou em pacientes sob ventilação mecânica. A drenagem visa remover o ar do espaço pleural, permitindo a reexpansão pulmonar e a melhora da função respiratória. O prognóstico geralmente é bom com o manejo adequado, mas complicações como fístulas broncopleurais podem ocorrer.
A drenagem é indicada para pneumotórax traumático com distância > 2 cm da parede torácica, ou em pacientes sintomáticos, com instabilidade hemodinâmica, ou em ventilação mecânica.
Uma saturação de 93% em ar ambiente sugere comprometimento da troca gasosa, mesmo que o paciente esteja hemodinamicamente estável, reforçando a necessidade de intervenção para otimizar a oxigenação.
A punção de alívio é uma medida temporária de descompressão para pneumotórax hipertensivo, enquanto a drenagem torácica com dreno é o tratamento definitivo para evacuar ar e/ou líquido do espaço pleural e permitir a reexpansão pulmonar.
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