HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2025
Em relação ao trauma torácico, qual das alternativas abaixo apresentadas é a mais apropriada para o manejo inicial de um paciente com pneumotórax simples?
Pneumotórax simples: drenagem torácica, exceto se pequeno e estável (observação).
O manejo do pneumotórax simples depende do seu tamanho e da estabilidade hemodinâmica do paciente. Enquanto pneumotórax pequenos e assintomáticos podem ser apenas observados, a maioria dos casos, especialmente os sintomáticos ou maiores, requer drenagem torácica para reexpansão pulmonar e alívio dos sintomas.
O trauma torácico é uma causa comum de morbimortalidade, e o pneumotórax simples é uma das lesões mais frequentemente encontradas. O manejo inicial é crucial e deve seguir os princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support), priorizando a avaliação e estabilização do paciente. A decisão sobre a conduta no pneumotórax simples depende fundamentalmente do seu tamanho e do estado hemodinâmico do paciente. Para pneumotórax de pequenas dimensões (geralmente definidos como < 2-3 cm do ápice à parede torácica na radiografia de tórax) em pacientes assintomáticos e hemodinamicamente estáveis, a conduta conservadora com observação e oxigenoterapia pode ser apropriada, com reavaliação radiológica periódica. No entanto, a maioria dos pneumotórax traumáticos, especialmente se sintomáticos, maiores ou em pacientes com reserva pulmonar comprometida, requer a inserção de um dreno torácico para permitir a reexpansão pulmonar e prevenir complicações. É vital diferenciar o pneumotórax simples do pneumotórax hipertensivo, que é uma emergência médica que exige descompressão imediata (toracostomia de agulha seguida de drenagem torácica). A intubação e ventilação com pressão positiva, embora necessárias em alguns traumas torácicos graves, podem agravar um pneumotórax não drenado, transformando-o em hipertensivo. Antibióticos não são rotineiramente indicados para pneumotórax simples, a menos que haja evidência de infecção.
Os sinais incluem dor torácica pleurítica, dispneia, taquipneia, diminuição do murmúrio vesicular e hiperressonância à percussão no lado afetado.
A observação é considerada para pneumotórax pequenos (<2-3 cm do ápice à parede torácica), assintomáticos e em pacientes hemodinamicamente estáveis, com acompanhamento radiológico.
O pneumotórax simples não causa instabilidade hemodinâmica ou desvio de mediastino, enquanto o hipertensivo é uma emergência que comprime o coração e grandes vasos, levando a choque e requer descompressão imediata.
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