HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2022
Jovem de 18 anos é vítima de acidente motociclístico em rodovia há 2 horas. É transferido pela equipe de resgate em prancha rígida e colar cervical, com suporte de oxigênio em máscara não reinalante com fluxo de 12l/min devido a queda de saturação e dispneia. É admitido em sala de trauma e realizado o atendimento primário conforme o protocolo de trauma. A - Via aérea pérvia, com colar cervical. B - Escoriação em todo tórax, com expansibilidade bilateral e murmúrio reduzido a esquerda. Saturação periférica de oxigênio em ar ambiente: 85% e com suporte de oxigênio: 98%. Frequência respiratória: 32 ipm. C - Ausência de hemorragias externas. Pressão arterial: 150 x 110 mmHg, frequência cardíaca: 95 bpm. Bem perfundido. Ausculta com bulhas rítmicas, normofonéticas. D - Glasgow 15, pupilas isocóricas, fotorreagentes, sem déficits focais. E - É Ausência de lesões ameaçadores de vida notáveis. É realizado a radiografia de tórax abaixo, ainda em sala de emergência. A principal hipótese diagnóstica é:
Trauma torácico + dispneia + murmúrio ↓ unilateral + saturação ↓ = Pneumotórax simples (se sem sinais de tensão).
Em um paciente traumatizado com dispneia e murmúrio vesicular reduzido unilateralmente, a principal hipótese é pneumotórax. A ausência de sinais de choque obstrutivo (hipotensão, turgência jugular, desvio de traqueia) diferencia o pneumotórax simples do de tensão, que é uma emergência médica imediata.
O pneumotórax simples é uma condição comum em traumas torácicos, especialmente após acidentes automobilísticos ou quedas. É caracterizado pelo acúmulo de ar no espaço pleural sem causar desvio mediastinal significativo ou comprometimento hemodinâmico grave. Sua identificação precoce é fundamental para evitar a progressão para um pneumotórax de tensão, uma emergência com risco de vida. O diagnóstico baseia-se na avaliação clínica (dispneia, dor torácica, murmúrio vesicular reduzido) e é confirmado por radiografia de tórax. A fisiopatologia envolve a ruptura da pleura visceral ou parietal, permitindo a entrada de ar no espaço pleural. A diferenciação de outras lesões torácicas, como hemotórax ou contusão pulmonar, é crucial para o manejo adequado. O tratamento inicial geralmente envolve a observação em casos pequenos e assintomáticos, ou a drenagem torácica com selo d'água para pneumotórax maiores ou sintomáticos. A monitorização contínua da saturação de oxigênio e dos sinais vitais é essencial. Residentes devem dominar a avaliação primária do trauma (ABCDE) para identificar e manejar rapidamente essa condição.
Os sinais incluem dispneia, dor torácica, taquipneia, e ao exame físico, murmúrio vesicular reduzido ou abolido no lado afetado, além de hipersonoridade à percussão. A saturação de oxigênio pode estar diminuída.
O pneumotórax de tensão é uma emergência com instabilidade hemodinâmica (hipotensão), turgência jugular, desvio de traqueia contralateral e ausência de murmúrio vesicular. O pneumotórax simples não apresenta esses sinais de choque obstrutivo e instabilidade grave.
A radiografia de tórax é crucial para confirmar o diagnóstico de pneumotórax simples, mostrando a linha da pleura visceral separada da parede torácica e a ausência de trama vascular no espaço pleural. É realizada após a estabilização inicial do paciente.
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