Pneumotórax Simples: Diagnóstico e Drenagem Pleural

UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2025

Enunciado

Paciente masculino, 19 anos, previamente hígido, admitido com queixa de dor torácica à direita há 24 horas. Refere que a dor piora com a inspiração. Exame físico: consciente, orientado, vias aéreas pérvias e eupneico, MV +, ausente em hemitórax direito, SatO₂: 94%; FC 80bpm; PA 120 x 70mmHg. Qual a principal hipótese diagnóstica e conduta neste caso?

Alternativas

  1. A) Pneumotórax hipertensivo, toracocentese de alívio imediata, seguida de drenagem pleural no 5º espaço intercostal direito, linha axilar média
  2. B) Pneumotórax hipertensivo, drenagem pleural no 5º espaço intercostal direito, linha axilar média
  3. C) Pneumotórax simples, drenagem pleural no 5º espaço intercostal direito, linha axilar média
  4. D) Atelectasia pulmonar, fisioterapia respiratória

Pérola Clínica

Jovem com dor torácica pleurítica + MV ausente em hemitórax → Pneumotórax simples → Drenagem pleural no 5º EIC, linha axilar média.

Resumo-Chave

O paciente apresenta sinais clássicos de pneumotórax (dor pleurítica, ausência de murmúrio vesicular). A estabilidade hemodinâmica (PA e FC normais) e a ausência de sinais de desvio de traqueia ou turgência jugular afastam o pneumotórax hipertensivo. Portanto, trata-se de um pneumotórax simples, cuja conduta é a drenagem pleural.

Contexto Educacional

O pneumotórax é a presença de ar no espaço pleural, entre a pleura visceral e parietal, resultando em colapso pulmonar. Pode ser espontâneo (primário ou secundário) ou traumático. O pneumotórax espontâneo primário é mais comum em homens jovens, altos e magros, frequentemente fumantes, sem doença pulmonar subjacente aparente. Os sintomas clássicos incluem dor torácica súbita, pleurítica, e dispneia. O exame físico revela diminuição ou ausência de murmúrio vesicular e hiper-ressonância à percussão no lado afetado. A distinção entre pneumotórax simples e hipertensivo é crucial. O pneumotórax simples não causa instabilidade hemodinâmica significativa, enquanto o hipertensivo é uma emergência que comprime o mediastino, levando a desvio de traqueia, turgência jugular, hipotensão e choque. A saturação de oxigênio pode estar reduzida em ambos, mas a estabilidade hemodinâmica é o principal diferenciador. A radiografia de tórax confirma o diagnóstico, mostrando a linha da pleura visceral e a ausência de trama vascular além dela. A conduta para pneumotórax simples depende do tamanho e dos sintomas. Em casos sintomáticos ou com colapso significativo, a drenagem pleural torácica é o tratamento de escolha. O local preferencial para a inserção do dreno é o 5º espaço intercostal, na linha axilar média, para evitar lesões de órgãos intratorácicos e garantir a eficácia da drenagem. O objetivo é remover o ar do espaço pleural, permitindo a reexpansão pulmonar e aliviando os sintomas do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais e sintomas de um pneumotórax simples?

Os sinais e sintomas incluem dor torácica pleurítica (piora com a inspiração), dispneia, taquicardia e, ao exame físico, diminuição ou ausência de murmúrio vesicular no hemitórax afetado.

Como diferenciar um pneumotórax simples de um pneumotórax hipertensivo?

O pneumotórax hipertensivo é caracterizado por instabilidade hemodinâmica (hipotensão, taquicardia), desvio de traqueia para o lado contralateral, turgência jugular e enfisema subcutâneo, enquanto o simples não apresenta esses sinais de gravidade.

Qual a conduta inicial para um pneumotórax simples?

A conduta inicial para um pneumotórax simples, especialmente se sintomático ou com colapso pulmonar significativo, é a drenagem pleural torácica, geralmente no 5º espaço intercostal, linha axilar média.

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