FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2020
FRC, 62 anos evolui com história de dor torácica súbita e desconforto respiratório, refere ter esperado a dor passar, contudo sem melhora procurou a urgência. Nega outras queixas. Refere ter tido outros episódios de dor torácica, mas que melhoraram após pouco tempo. Refere uso de frequente maconha e cigarro desde a adolescência. Contudo, relata que desta vez a dor é persistente. Devido à estabilidade respiratória do paciente (SatO2 92%, FR 18 ipm), optou-se pela realização de tomografia de tórax (abaixo).
Pneumotórax secundário (DPOC/tabagismo) → Drenagem torácica em selo d'água, mesmo em estabilidade relativa.
Pacientes com doença pulmonar subjacente (DPOC, enfisema, tabagismo) que desenvolvem pneumotórax são classificados como pneumotórax secundário. Mesmo com estabilidade hemodinâmica e respiratória inicial, a conduta é mais agressiva devido ao risco de maior comprometimento e pior prognóstico, sendo a drenagem torácica a escolha.
O pneumotórax é a presença de ar no espaço pleural, que pode levar ao colapso pulmonar. É classificado como primário (sem doença pulmonar subjacente) ou secundário (associado a doença pulmonar preexistente). A distinção é crucial, pois o manejo e o prognóstico diferem significativamente. Pacientes com DPOC, enfisema e histórico de tabagismo, como no caso apresentado, têm maior risco de pneumotórax secundário. A apresentação clínica inclui dor torácica súbita e desconforto respiratório. Embora a estabilidade inicial possa levar a uma falsa sensação de segurança, o pneumotórax secundário é mais grave devido à reserva pulmonar já comprometida do paciente. A radiografia de tórax é geralmente suficiente para o diagnóstico, mas a tomografia pode fornecer detalhes adicionais sobre a etiologia e a extensão. A conduta para pneumotórax secundário é geralmente mais agressiva. Mesmo em casos de pneumotórax pequeno e paciente estável, a drenagem torácica em selo d'água é frequentemente indicada para promover a reexpansão pulmonar e prevenir complicações. A punção de alívio é reservada para situações de pneumotórax hipertensivo ou instabilidade grave, como medida temporária antes da drenagem definitiva.
O pneumotórax primário ocorre em indivíduos sem doença pulmonar aparente, geralmente jovens e altos. O secundário ocorre em pacientes com doença pulmonar subjacente, como DPOC, enfisema ou fibrose cística, e geralmente requer manejo mais agressivo.
A conduta inicial para pneumotórax secundário, mesmo em pacientes estáveis, é a drenagem torácica em selo d'água. Em casos de instabilidade ou pneumotórax hipertensivo, a punção de alívio é a primeira medida.
A tomografia de tórax não é indispensável para o diagnóstico inicial de pneumotórax, que pode ser feito clinicamente e por radiografia simples. No entanto, é útil para avaliar a extensão, presença de bolhas enfisematosas e planejar a drenagem, especialmente em casos secundários.
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