FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2026
Recém-nascido (Rn) termo de 37 3/7 semanas de parto cesárea por descontrole glicêmico, sexo masculino, APGAR 7/8 e peso de nascimento de 2970 g. Evoluiu com desconforto respiratório precoce e necessitou de internação em UTI Neonatal em uso de CPAP. Após 4 horas de internação evoluiu com piora súbita do padrão respiratório e queda de saturação O2. Qual a principal hipótese diagnóstica neste momento:
Piora súbita em RN sob pressão positiva (CPAP/VMI) + queda de saturação → Suspeitar de Pneumotórax.
O uso de pressão positiva em pulmões com complacência alterada aumenta o risco de barotrauma. A deterioração clínica abrupta é o sinal clássico de escape de ar para o espaço pleural.
O pneumotórax neonatal faz parte das síndromes de escape de ar, ocorrendo quando o ar alveolar rompe para o interstício e pleura. É uma complicação temida da ventilação mecânica e do CPAP, especialmente em pulmões com patologias que geram aprisionamento aéreo ou baixa complacência. O quadro clínico de piora súbita com assimetria de expansibilidade e desvio de ictus é patognomônico. O manejo depende da estabilidade hemodinâmica. Casos pequenos em RNs estáveis podem ser observados com oxigenoterapia, mas a piora aguda exige intervenção imediata para evitar o choque obstrutivo e hipóxia grave.
Os principais fatores incluem prematuridade, uso de ventilação com pressão positiva (VMI ou CPAP), síndrome de aspiração de mecônio, doença da membrana hialina e malformações pulmonares como hipoplasia pulmonar.
Em situações de emergência, a transiluminação cutânea com luz brilhante (frio) pode mostrar hipertransparência no lado afetado. O diagnóstico definitivo é confirmado pelo Raio-X de tórax.
A conduta imediata é a toracentese de alívio (aspiração com agulha no 2º espaço intercostal) seguida de drenagem torácica fechada contínua para reexpansão pulmonar.
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