UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2025
Mulher, 47a, encontra-se na Unidade de Emergência por sepse de foco urinário. Após a expansão volêmica, antibioticoterapia e início de noradrenalina em veia periférica, apresentou PA=96/72mmHg, FC=98bpm, FR=22irpm, T=38ºC e oximetria=96% sob cateter O2 2L/min. Foi submetida a passagem de acesso venoso central em veia jugular interna esquerda. Exame físico após o procedimento: PA=76/56mmHg, FC=124bpm, FR=28irpm, T=38,1ºC, oximetria=93% sob máscara não reinalante a 15L/min. Ausculta pulmonar: murmúrio vesicular reduzido à esquerda e bulhas hipofonéticas.O EXAME INDICADO PARA CONFIRMAÇÃO DIAGNÓSTICA É:
Piora súbita pós-CVC (dispneia, hipotensão, MV ↓) → suspeitar pneumotórax → RX tórax confirma.
A piora súbita do quadro clínico de um paciente, com sinais de desconforto respiratório (taquipneia, SpO2 ↓, murmúrio vesicular reduzido) e instabilidade hemodinâmica (hipotensão, taquicardia) imediatamente após a passagem de um acesso venoso central, é altamente sugestiva de pneumotórax iatrogênico, uma complicação comum do procedimento.
A passagem de acesso venoso central (CVC) é um procedimento comum em pacientes críticos, mas não isento de riscos. O pneumotórax iatrogênico é uma das complicações mais frequentes, especialmente em punções de veias subclávias e jugulares internas, devido à proximidade com a pleura. O reconhecimento rápido é vital para evitar desfechos adversos. A suspeita de pneumotórax deve surgir diante de qualquer piora súbita do estado respiratório ou hemodinâmico do paciente após a inserção do CVC. Sinais como dispneia, taquipneia, queda da saturação de oxigênio, hipotensão e taquicardia, associados à ausculta pulmonar com murmúrio vesicular reduzido no lado da punção, são altamente indicativos. O exame confirmatório de escolha é a radiografia de tórax, que deve ser realizada rotineiramente após a passagem de CVC para verificar o posicionamento do cateter e descartar complicações. O tratamento varia desde observação em pneumotórax pequenos até drenagem torácica em casos sintomáticos ou de maior volume.
Os sinais incluem dispneia súbita, dor torácica pleurítica, taquipneia, taquicardia, hipotensão, e ao exame físico, murmúrio vesicular diminuído ou ausente no lado afetado e hipertimpanismo à percussão.
A radiografia de tórax em PA e perfil, ou em expiração, é o exame de escolha para confirmar o pneumotórax, evidenciando a linha pleural visceral e a ausência de trama vascular periférica. Ultrassonografia pulmonar também pode ser útil à beira do leito.
As complicações incluem pneumotórax, hemotórax, punção arterial, arritmias cardíacas, infecção de corrente sanguínea associada ao cateter (CRBSI), trombose venosa e embolia gasosa.
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