Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2024
Homem de 25 anos deu entrada no Pronto-Socorro por apresentar alterações neurológicas (perda de visão súbita, cefaleia e parestesia de membros), e, após avaliação inicial, recebeu indicação de internação para tratamento clínico adequado e investigação diagnóstica. Após realização de acesso venoso central à direita, apresentou dispneia intensa súbita e o médico solicitou o RX demonstrado.Trata-se de
Dispneia súbita após acesso venoso central → Suspeitar de pneumotórax iatrogênico, confirmar com RX de tórax.
A dispneia intensa e súbita que ocorre após a realização de um acesso venoso central é uma complicação grave e comum, sendo o pneumotórax iatrogênico a principal suspeita. A punção da veia subclávia ou jugular interna pode inadvertidamente lesar a pleura, levando ao acúmulo de ar no espaço pleural. O diagnóstico é confirmado por radiografia de tórax.
A inserção de um acesso venoso central é um procedimento comum e vital em diversas situações clínicas, mas não é isenta de riscos. O pneumotórax iatrogênico é uma das complicações mais frequentes e potencialmente fatais, especialmente quando o acesso é realizado na veia subclávia ou jugular interna, devido à proximidade com a pleura apical. A suspeita clínica deve ser alta em qualquer paciente que desenvolva dispneia súbita, dor torácica ou hipoxemia após o procedimento. A confirmação por radiografia de tórax é mandatório para o manejo adequado e rápido, que pode variar desde a observação até a drenagem torácica de urgência.
Os principais riscos incluem pneumotórax, hemotórax, punção arterial, arritmias cardíacas, infecção de corrente sanguínea relacionada ao cateter, trombose venosa, embolia gasosa e lesão nervosa. A escolha do sítio de punção e a técnica adequada são cruciais para minimizar essas complicações.
O diagnóstico é feito pela suspeita clínica (dispneia súbita, dor torácica, taquipneia, hipoxemia) após um procedimento de risco, e confirmado por exames de imagem. A radiografia de tórax é o método mais comum, mostrando a ausência de trama vascular na periferia do pulmão e o desvio da pleura visceral. A ultrassonografia pulmonar também pode ser útil.
A conduta depende do tamanho do pneumotórax e da estabilidade hemodinâmica do paciente. Pequenos pneumotórax podem ser manejados de forma expectante com observação e oxigenoterapia. Pneumotórax maiores ou sintomáticos requerem drenagem torácica com um dreno de tórax. Em casos de pneumotórax hipertensivo, uma descompressão imediata com agulha é necessária antes da drenagem.
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