MedEvo Simulado — Prova 2026
Marcos, um paciente de 45 anos, está em acompanhamento pós-operatório tardio de uma colectomia total. Devido à necessidade de início de nutrição parenteral total, foi submetido à passagem de um cateter venoso central em veia subclávia direita. Durante o procedimento, o médico relatou moderada dificuldade técnica. Poucos minutos após o término, Marcos passou a queixar-se de dor torácica súbita à direita e desconforto respiratório. A radiografia de tórax de controle é apresentada abaixo. Com base na imagem e na história clínica, o diagnóstico e a conduta correta são:
Dor torácica + dispneia após acesso central → Suspeite de Pneumotórax → Drenagem em selo d'água.
O pneumotórax é uma complicação clássica da punção de veia subclávia. O diagnóstico é clínico-radiológico e o tratamento padrão é a drenagem pleural fechada.
O pneumotórax iatrogênico ocorre frequentemente durante procedimentos invasivos como a passagem de cateter venoso central, especialmente na via subclávia devido à proximidade com o ápice pulmonar. A apresentação clínica típica envolve dor pleurítica súbita e dispneia logo após o procedimento. O manejo depende da estabilidade hemodinâmica e do tamanho do pneumotórax. Em pacientes sintomáticos, a drenagem pleural fechada com sistema de selo d'água é o tratamento definitivo para reexpandir o pulmão e restaurar a função respiratória.
Na radiografia de tórax, o pneumotórax é identificado pela presença de uma linha fina (pleura visceral) separada da parede torácica, com ausência de tramas vasculares periféricas (hipertransparência). Em casos de tensão, pode haver desvio do mediastino para o lado contralateral e retificação do diafragma ipsilateral.
A drenagem de tórax em selo d'água é obrigatória em pneumotórax sintomáticos, grandes (geralmente >20% do volume pulmonar ou >2cm de lâmina), em pacientes sob ventilação mecânica (risco de hipertensão) ou quando há progressão do quadro. No caso apresentado, o paciente está sintomático (dor e dispneia), justificando a drenagem imediata.
A principal medida preventiva é o uso de ultrassonografia (USG) à beira-leito para guiar a punção venosa, o que aumenta a taxa de sucesso e reduz drasticamente o risco de punção pleural acidental. Além disso, evitar múltiplas tentativas e preferir a veia jugular interna (quando possível) são estratégias recomendadas.
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