Pneumotórax Hipertensivo: Diagnóstico e Manejo Imediato

UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2021

Enunciado

Paciente de 52 anos, vítima de ferimento por arma de fogo na região superior do hemitórax esquerdo com entrada anteriormente e sem saída, deu entrada no pronto atendimento de um hospital geral, referindo falta de ar, dor torácica, PA=70x40 mmHg, FR=35rpm, turgescência jugular bilateral, hipertimpanismo à percussão do hemitórax, SAT O2 = 87%. A conduta inicial para o atendimento deste paciente é

Alternativas

  1. A) toracotomia.
  2. B) RX tórax em AP seguido de drenagem de tórax sob selo d’água.
  3. C) intubação orotraqueal seguida de drenagem de tórax sob selo d’água.
  4. D) toracocentese + drenagem torácica sob selo d’água.
  5. E) máscara facial de oxigênio 15 litros/Min + RX tórax

Pérola Clínica

Trauma torácico + Hipotensão + Turgescência jugular + Hipertimpanismo → Pneumotórax hipertensivo = Toracocentese de alívio.

Resumo-Chave

Um paciente vítima de trauma torácico com sinais de choque (hipotensão), turgescência jugular, desvio de traqueia (implícito pela gravidade) e hipertimpanismo no hemitórax afetado apresenta um quadro clássico de pneumotórax hipertensivo. Esta é uma emergência médica que requer descompressão imediata para salvar a vida do paciente.

Contexto Educacional

O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica potencialmente fatal que ocorre quando o ar entra na cavidade pleural durante a inspiração, mas não consegue sair durante a expiração, levando a um acúmulo progressivo de pressão. Essa condição é frequentemente associada a traumas torácicos penetrantes ou contusos, como ferimentos por arma de fogo, e exige reconhecimento e tratamento imediatos. Clinicamente, o pneumotórax hipertensivo manifesta-se por desconforto respiratório grave, dor torácica, hipotensão (choque obstrutivo), taquicardia, taquipneia, turgescência jugular, desvio da traqueia para o lado contralateral, abolição do murmúrio vesicular e hipertimpanismo à percussão no hemitórax afetado. O diagnóstico é eminentemente clínico e não deve ser retardado por exames de imagem, pois cada minuto conta. A conduta inicial e salvadora é a descompressão imediata do tórax, realizada por toracocentese de alívio (punção com agulha calibrosa no 2º espaço intercostal, linha hemiclavicular). Após a descompressão, a drenagem torácica com selo d'água é o tratamento definitivo para permitir a reexpansão pulmonar e evitar a recorrência do pneumotórax, estabilizando o paciente.

Perguntas Frequentes

Quais os sinais clínicos de pneumotórax hipertensivo?

Os sinais incluem hipotensão, taquicardia, taquipneia, desvio de traqueia para o lado contralateral, turgescência jugular, murmúrio vesicular abolido e hipertimpanismo à percussão no hemitórax afetado. A cianose pode ser um sinal tardio.

Qual a conduta inicial para pneumotórax hipertensivo?

A conduta inicial é a descompressão imediata por toracocentese de alívio (punção com agulha calibrosa no 2º espaço intercostal, linha hemiclavicular), seguida de drenagem torácica definitiva com selo d'água para permitir a reexpansão pulmonar.

Por que o pneumotórax hipertensivo é uma emergência?

É uma emergência porque o acúmulo de ar na cavidade pleural sob pressão colapsa o pulmão, desvia o mediastino, comprime o coração e os grandes vasos, levando a choque obstrutivo e morte se não tratado rapidamente, comprometendo a ventilação e o retorno venoso.

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