UFF/HUAP - Hospital Universitário Antônio Pedro - Niterói (RJ) — Prova 2020
Motoboy, 23 anos, é atendido pelo SAMU após acidente automobilístico, com esforço respiratório. Ao exame físico, apresenta hipertimpanismo em hemitórax direito com abolição do murmúrio vesicular nessa mesma região. A conduta imediata a ser realizada no caso, ainda na via pública, é:
Trauma torácico + hipertimpanismo + abolição MV + esforço respiratório → Pneumotórax hipertensivo = Descompressão com agulha imediata.
O quadro clínico de hipertimpanismo, abolição do murmúrio vesicular e esforço respiratório após trauma torácico é altamente sugestivo de pneumotórax hipertensivo. Esta é uma emergência médica que requer descompressão imediata para aliviar a pressão intratorácica e restaurar a hemodinâmica e ventilação.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica com risco de vida, que ocorre quando o ar entra no espaço pleural durante a inspiração, mas não consegue sair durante a expiração, criando um mecanismo de válvula unidirecional. Isso leva a um acúmulo progressivo de ar sob pressão, colapsando o pulmão ipsilateral, desviando o mediastino para o lado oposto e comprimindo o coração e os grandes vasos, resultando em choque obstrutivo. O diagnóstico é eminentemente clínico e deve ser feito rapidamente, sem esperar por exames de imagem, especialmente no ambiente pré-hospitalar. Os sinais incluem dispneia grave, taquicardia, hipotensão, desvio da traqueia, distensão de veias jugulares, hipertimpanismo e abolição do murmúrio vesicular no lado afetado. A suspeita clínica é a chave para a intervenção imediata. A conduta imediata e salvadora é a descompressão com agulha (toracocentese de alívio) no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular ou no quinto espaço intercostal na linha axilar média. Este procedimento transforma o pneumotórax hipertensivo em um pneumotórax simples, permitindo tempo para a drenagem torácica definitiva. É um procedimento crítico que todo residente e profissional de emergência deve dominar.
Os sinais incluem dispneia progressiva, taquicardia, hipotensão, desvio da traqueia para o lado oposto, distensão das veias do pescoço, hipertimpanismo e abolição do murmúrio vesicular no hemitórax afetado.
A descompressão deve ser realizada no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular ou no quinto espaço intercostal na linha axilar média, utilizando um cateter de grosso calibre (14G ou 16G).
No pneumotórax simples, o ar entra no espaço pleural, mas não causa desvio mediastinal significativo ou comprometimento hemodinâmico. No hipertensivo, o ar se acumula sob pressão, colapsando o pulmão, desviando o mediastino e comprometendo o retorno venoso, levando a choque.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo