UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2020
Você está de plantão em uma Unidade de Pronto Atendimento, quando dá entrada um homem de 34 anos, aparentemente hígido, vítima de acidente de queda de motocicleta, que apresenta dor torácica, taquicardia de 130 bpm, dispneia, taquipneia, turgência de jugulares e sudorese. Na inspeção, encontra área de escoriação e hematoma na região anterolateral do hemitórax direito ao nível do sexto espaço intercostal, com crepitação significativa. A ausculta revela ausência do murmúrio vesicular no hemitórax direito e ritmo cardíaco regular em dois tempos. Diante desse quadro qual o seu diagnóstico e conduta terapêutica?
Pneumotórax hipertensivo: dispneia, taquicardia, turgência jugular, ausência MV unilateral → descompressão imediata.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica que cursa com acúmulo de ar na cavidade pleural, levando ao colapso pulmonar, desvio de mediastino e comprometimento hemodinâmico. A tríade clássica inclui dispneia, taquicardia e turgência jugular, com ausência de murmúrio vesicular no lado afetado, exigindo descompressão imediata.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica potencialmente fatal, frequentemente associada a traumas torácicos, como o descrito na questão. Ele ocorre quando o ar entra na cavidade pleural durante a inspiração, mas não consegue sair durante a expiração, levando a um acúmulo progressivo de ar que comprime o pulmão ipsilateral, desvia o mediastino para o lado contralateral e compromete o retorno venoso ao coração, resultando em choque obstrutivo. O diagnóstico é eminentemente clínico e deve ser feito rapidamente, sem esperar por exames de imagem, que podem atrasar a intervenção salvadora. Os sinais clássicos incluem dispneia intensa, taquicardia, hipotensão, turgência das veias jugulares, desvio da traqueia (sinal tardio), ausência de murmúrio vesicular e hiperressonância à percussão no lado afetado. A crepitação e o hematoma sugerem lesão da parede torácica, mas o quadro geral aponta para a gravidade do pneumotórax hipertensivo. A conduta terapêutica é a descompressão imediata. Inicialmente, realiza-se uma toracocentese de alívio com agulha calibrosa (jelco 14G) no 2º espaço intercostal na linha hemiclavicular ou no 5º espaço intercostal na linha axilar média. Após a descompressão inicial, o tratamento definitivo é a toracostomia com drenagem torácica fechada, que permite a evacuação contínua do ar e a reexpansão pulmonar.
Os sinais clássicos incluem dispneia progressiva, taquicardia, hipotensão, turgência de jugulares, desvio de traqueia (tardio), ausência de murmúrio vesicular e hiperressonância à percussão no hemitórax afetado.
A conduta inicial é a descompressão imediata por toracocentese de alívio com agulha calibrosa (jelco 14G) no 2º espaço intercostal na linha hemiclavicular, seguida de toracostomia com drenagem torácica fechada.
O pneumotórax hipertensivo causa instabilidade hemodinâmica (taquicardia, hipotensão), turgência jugular e desvio de traqueia, sinais ausentes no pneumotórax simples, que não cursa com comprometimento cardiovascular.
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