INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024
Um jovem de 20 anos vítima de acidente de trânsito por colisão frontal, sem o uso de cinto de segurança ou de airbag, dá entrada no pronto-socorro apresentando-se taquipneico e com escoriações extensas no tórax anterior. À avaliação física, identifica-se saturação de oxigênio em 70%, ausência de murmúrio vesicular no hemitórax esquerdo, hipertimpanismo do lado afetado, desvio da traqueia para o lado oposto e Glasgow 13.Diante do quadro clínico apresentado, a conduta mais apropriada é proceder com
Trauma torácico + dispneia + desvio traqueia + MV ausente + hipertimpanismo → Pneumotórax Hipertensivo = Punção de alívio imediata.
O quadro clínico de trauma torácico, taquipneia, hipoxemia grave, ausência de murmúrio vesicular, hipertimpanismo e desvio de traqueia é altamente sugestivo de pneumotórax hipertensivo. Esta é uma emergência que requer descompressão imediata para restaurar a ventilação e a hemodinâmica, sendo a punção de alívio a conduta prioritária.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica grave que ocorre quando o ar entra no espaço pleural, mas não consegue sair, levando a um acúmulo progressivo de ar sob pressão. Essa pressão comprime o pulmão ipsilateral, desvia o mediastino para o lado oposto, comprometendo o retorno venoso ao coração e a ventilação do pulmão contralateral. É uma complicação comum e potencialmente fatal de traumas torácicos, especialmente em acidentes de alto impacto. A fisiopatologia envolve uma lesão unidirecional no pulmão ou na parede torácica que atua como uma válvula, permitindo a entrada de ar no espaço pleural durante a inspiração, mas impedindo sua saída na expiração. O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na tríade de dispneia, desvio da traqueia para o lado oposto e ausência de murmúrio vesicular com hipertimpanismo no hemitórax afetado, além de instabilidade hemodinâmica e hipoxemia. A radiografia de tórax pode confirmar, mas não deve atrasar a intervenção em um paciente instável. A conduta prioritária e salvadora de vida para o pneumotórax hipertensivo é a descompressão imediata por agulha (punção de alívio). Isso converte o pneumotórax hipertensivo em um pneumotórax simples, aliviando a pressão e estabilizando o paciente. Após a descompressão inicial, um dreno torácico deve ser inserido para evacuação contínua do ar e reexpansão pulmonar. A intubação orotraqueal e a ventilação mecânica podem ser necessárias para suporte respiratório, mas a descompressão é a primeira e mais urgente medida.
Os sinais clássicos incluem dispneia progressiva, taquipneia, taquicardia, hipotensão, ausência de murmúrio vesicular no lado afetado, hipertimpanismo à percussão, desvio da traqueia para o lado oposto e distensão das veias do pescoço.
A punção de alívio (descompressão por agulha) é uma medida salvadora de vida que converte o pneumotórax hipertensivo em um pneumotórax simples, aliviando a pressão sobre o mediastino e o pulmão contralateral, permitindo a restauração da ventilação e do retorno venoso.
Os locais recomendados são o segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular ou o quinto espaço intercostal na linha axilar média. A escolha depende da preferência do operador e da anatomia do paciente, visando a segurança e eficácia.
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