UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2023
Homem, vítima de acidente automobilístico, é trazido ao Pronto Socorro de referência. Na admissão, apresenta insuficiência respiratória aguda súbita. Exame físico: PA=82x54mmHg; FC=133bpm; FR=34irpm; oximetria de pulso=88% (ar ambiente); presença de enfisema subcutâneo; turgência jugular; desvio de traqueia para a esquerda e ausência de murmúrio vesicular no hemitórax direito. A CONDUTA É:
Trauma torácico + dispneia aguda + desvio de traqueia + turgência jugular + MV ausente = Pneumotórax hipertensivo → Punção de alívio imediata.
O quadro clínico de insuficiência respiratória aguda, hipotensão, taquicardia, turgência jugular, desvio de traqueia e ausência de murmúrio vesicular no hemitórax direito é altamente sugestivo de pneumotórax hipertensivo. Esta é uma emergência médica que requer descompressão imediata do espaço pleural, antes mesmo de exames de imagem confirmatórios.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica potencialmente fatal que ocorre quando o ar entra no espaço pleural, mas não consegue sair, levando a um acúmulo progressivo de pressão. Essa pressão colapsa o pulmão ipsilateral, desloca o mediastino para o lado contralateral, comprimindo o coração e os grandes vasos, o que resulta em choque obstrutivo e insuficiência respiratória aguda. É uma das lesões "killer" do trauma torácico, exigindo reconhecimento e tratamento imediatos. O diagnóstico é eminentemente clínico e não deve ser atrasado por exames de imagem. Os sinais e sintomas incluem dispneia súbita e progressiva, dor torácica, taquicardia, hipotensão, turgência jugular, desvio de traqueia para o lado oposto à lesão, enfisema subcutâneo e ausência ou diminuição do murmúrio vesicular no hemitórax afetado. A hipoxemia é comum e pode ser grave. A conduta é a descompressão imediata do espaço pleural. Isso é feito inicialmente por uma punção de alívio (toracocentese com agulha) no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular ou no quinto espaço intercostal na linha axilar média, seguida pela inserção de um dreno torácico definitivo. A estabilização hemodinâmica e respiratória é prioritária, e a punção não deve ser postergada por exames complementares.
Os sinais incluem insuficiência respiratória aguda, hipotensão, taquicardia, turgência jugular, desvio de traqueia para o lado contralateral, enfisema subcutâneo e ausência de murmúrio vesicular no lado afetado.
O pneumotórax hipertensivo é uma condição de risco de vida onde o ar se acumula no espaço pleural, colapsando o pulmão e deslocando o mediastino, comprometendo a função cardíaca e respiratória. A punção de alívio descomprime o tórax imediatamente, estabilizando o paciente.
A punção de alívio deve ser realizada no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular ou no quinto espaço intercostal na linha axilar média, utilizando um cateter de grosso calibre.
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