UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2025
Homem, 32a, vítima de ferimento por arma branca em hemitórax direito, é trazido por populares à Unidade de Emergência, com queixa de falta de ar. Exame físico: ansioso; PA=73/52mmHg; FC=142bpm; FR=48irpm; oximetria de pulso=86% (máscara não reinalante 12L/min). Cervical=desvio da traqueia para esquerda e presença de turgência das veias jugulares; tórax=ferimento cortante no terceiro espaço intercostal direito, não soprante, ausência de murmúrio vesicular e hipertimpanismo. Foram realizados: acessos venosos; reanimação volêmica (sem alteração dos sinais vitais) e coleta de exames laboratoriais.A CONDUTA IMEDIATA É:
Trauma torácico + choque + desvio traqueia + turgência jugular + MV ↓ + hipertimpanismo → Pneumotórax Hipertensivo = Descompressão imediata.
O quadro clínico de choque, desvio de traqueia, turgência jugular, ausência de murmúrio vesicular e hipertimpanismo após trauma torácico é altamente sugestivo de pneumotórax hipertensivo, uma emergência que requer descompressão imediata para evitar colapso cardiovascular.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica potencialmente fatal, frequentemente associada a traumas torácicos. Ele ocorre quando o ar entra na cavidade pleural durante a inspiração, mas não consegue sair durante a expiração, levando a um acúmulo progressivo de ar e aumento da pressão intratorácica. Este aumento de pressão colapsa o pulmão ipsilateral e desvia o mediastino para o lado contralateral, comprimindo o coração e os grandes vasos. Clinicamente, o paciente apresenta dispneia grave, taquicardia, hipotensão (choque obstrutivo), desvio da traqueia para o lado oposto, turgência das veias jugulares, ausência de murmúrio vesicular e hipertimpanismo à percussão no hemitórax afetado. O diagnóstico é clínico e não deve atrasar a intervenção. A reanimação volêmica isolada é ineficaz, pois a causa do choque é obstrutiva, não hipovolêmica primária. A conduta imediata e salvadora é a descompressão torácica por agulha, realizada no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular ou no quinto espaço intercostal na linha axilar média, no lado afetado. Após a descompressão inicial, um dreno torácico deve ser inserido para manter a drenagem do ar e permitir a reexpansão pulmonar. O reconhecimento rápido e a intervenção imediata são cruciais para a sobrevida do paciente.
Os sinais incluem desvio da traqueia para o lado contralateral, turgência das veias jugulares, ausência de murmúrio vesicular e hipertimpanismo no lado afetado, além de choque.
O acúmulo de ar na cavidade pleural aumenta a pressão intratorácica, comprimindo o coração e os grandes vasos, o que impede o retorno venoso e diminui o débito cardíaco, levando a choque obstrutivo.
A conduta imediata é a descompressão torácica por agulha (toracocentese de alívio) no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular ou no quinto espaço intercostal na linha axilar média.
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