IOVALE - Instituto de Olhos do Vale (SP) — Prova 2022
Paciente de 20 anos, sexo masculino, vítima de atropelamento, deu entrada no Pronto-Socorro com quadro de dispnéia súbita caracterizada por grande esforço respiratório e turgência jugular. Ao exame físico apresenta hipertimpanismo à percussão e abolição do murmúrio vesicular em hemitórax direito. A primeira medida a ser tomada, neste caso, consiste em:
Dispneia súbita + turgência jugular + hipertimpanismo + MV abolido pós-trauma → Pneumotórax Hipertensivo = Toracocentese de alívio IMEDIATA.
O quadro clínico de dispneia súbita, grande esforço respiratório, turgência jugular, hipertimpanismo e abolição do murmúrio vesicular em hemitórax direito, após trauma, é altamente sugestivo de pneumotórax hipertensivo. A primeira medida salvadora é a descompressão imediata com toracocentese de alívio (punção com agulha).
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica que exige reconhecimento e intervenção imediatos, sendo uma das causas de morte evitáveis no trauma. Ele ocorre quando há uma lesão pulmonar ou da parede torácica que permite a entrada de ar no espaço pleural durante a inspiração, mas impede sua saída durante a expiração (mecanismo de válvula unidirecional). Isso leva a um acúmulo progressivo de ar, aumentando a pressão intratorácica, colabando o pulmão ipsilateral e desviando o mediastino para o lado contralateral. O quadro clínico é dramático e inclui dispneia súbita e intensa, grande esforço respiratório, dor torácica, taquicardia, hipotensão e, classicamente, turgência jugular (devido à compressão da veia cava superior) e desvio de traqueia (sinal tardio). Ao exame físico, observa-se hipertimpanismo à percussão e abolição do murmúrio vesicular no hemitórax afetado. A ausência de murmúrio vesicular e o hipertimpanismo no hemitórax direito, somados à dispneia e turgência jugular pós-trauma, são altamente sugestivos de pneumotórax hipertensivo. A primeira medida a ser tomada, e que pode salvar a vida do paciente, é a descompressão imediata do tórax. Isso é feito através de uma toracocentese de alívio (ou punção de alívio com agulha), geralmente no 2º espaço intercostal na linha hemiclavicular ou no 4º/5º espaço intercostal na linha axilar média, no lado afetado. Após a descompressão inicial, o tratamento definitivo consiste na inserção de um dreno torácico. A toracotomia direita não é a primeira medida, e a pericardiocentese seria indicada para tamponamento cardíaco, que tem apresentação clínica diferente.
Os sinais incluem dispneia súbita e progressiva, dor torácica, taquicardia, hipotensão, turgência jugular, desvio de traqueia (tardio), hipertimpanismo à percussão e abolição do murmúrio vesicular no hemitórax afetado.
A toracocentese de alívio é uma medida emergencial para descompressão imediata do pneumotórax hipertensivo, utilizando uma agulha. A drenagem torácica é o tratamento definitivo, realizado com um dreno de tórax, após a estabilização inicial.
A toracocentese de alívio deve ser realizada no 2º espaço intercostal, linha hemiclavicular, ou no 4º/5º espaço intercostal, linha axilar média, no hemitórax afetado, sempre na borda superior da costela inferior para evitar o feixe neurovascular.
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