Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2024
Um homem de 43 anos sofreu um acidente de motocicleta e deu entrada na emergência consciente e orientado, apresentando desconforto respiratório importante, dor torácica e no exame físico, diminuição importante do murmúrio respiratório no hemitórax direito. Sinais vitais: PA: 95/65 mmHg; FC: 112 bpm; FR: 24 mrpm; Sat. O2: 92%. RX demonstrado.Qual é a intervenção mais indicada para restabelecer uma ventilação adequada ao paciente?
Pneumotórax hipertensivo → descompressão imediata (agulha) seguida por drenagem torácica definitiva.
O paciente apresenta sinais clássicos de pneumotórax hipertensivo (trauma, desconforto respiratório, hipotensão, diminuição do murmúrio). Embora a descompressão com agulha seja a primeira medida salvadora, a drenagem torácica é a intervenção definitiva para restabelecer a ventilação adequada e tratar a causa subjacente.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica que ocorre quando o ar entra no espaço pleural, mas não consegue sair, levando a um acúmulo progressivo de pressão que colapsa o pulmão ipsilateral e desvia o mediastino, comprometendo o retorno venoso e a função cardíaca. É uma das causas de choque obstrutivo e deve ser reconhecido e tratado rapidamente para evitar a morte do paciente. É frequentemente associado a traumas torácicos, mas pode ocorrer espontaneamente ou após procedimentos médicos. O diagnóstico é clínico, baseado em sinais como hipotensão, taquicardia, desconforto respiratório, diminuição do murmúrio vesicular e desvio de traqueia. A radiografia de tórax pode confirmar, mas o tratamento não deve ser atrasado pela espera do exame. A fisiopatologia envolve um mecanismo de válvula unidirecional, onde o ar entra na pleura durante a inspiração, mas não consegue sair na expiração, aumentando a pressão intratorácica e comprometendo a hemodinâmica. A intervenção inicial é a descompressão com agulha, que converte o pneumotórax hipertensivo em simples, aliviando a pressão. Em seguida, a intervenção definitiva é a inserção de um dreno torácico para permitir a saída contínua de ar e a reexpansão pulmonar. O manejo adequado é crucial para residentes, pois o atraso no tratamento pode levar a desfechos fatais.
Os sinais incluem hipotensão, taquicardia, taquipneia, desvio de traqueia (tardio), diminuição ou ausência de murmúrio vesicular no lado afetado, distensão de veias jugulares e enfisema subcutâneo. O paciente geralmente apresenta desconforto respiratório grave.
A descompressão com agulha é uma medida emergencial para aliviar a pressão em um pneumotórax hipertensivo, convertendo-o em um pneumotórax simples. A drenagem torácica é o tratamento definitivo, inserindo um dreno no espaço pleural para permitir a saída contínua de ar e a reexpansão pulmonar.
A descompressão com agulha deve ser realizada no segundo espaço intercostal, na linha hemiclavicular, ou no quinto espaço intercostal, na linha axilar média, no lado afetado. É crucial usar uma agulha de calibre grosso (14G ou 16G) e comprimento adequado.
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