Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2025
Um paciente de 45 anos é admitido na emergência após sofrer um acidente automobilístico. Ele apresenta dor torácica intensa, dificuldade respiratória e sinais de cianose. O exame físico revela crepitação subcutânea no tórax, ausência de murmúrio vesicular no hemitórax esquerdo, desvio da traqueia para a direita e um tórax instável devido a múltiplas fraturas costais. O paciente também apresenta taquicardia, hipotensão e turgência jugular. Considerando a necessidade de intervenção de emergência, quais são os cuidados imediatos que devem ser realizados para estabilizar o paciente?
Trauma + hipotensão + turgência jugular + desvio de traqueia = Pneumotórax hipertensivo → descompressão por agulha IMEDIATA.
O pneumotórax hipertensivo é um diagnóstico clínico, não radiológico, que causa choque obstrutivo. A tríade de hipotensão, turgência jugular e murmúrio vesicular abolido, associada ao desvio de traqueia, exige descompressão torácica imediata com agulha, sem aguardar exames de imagem.
O pneumotórax hipertensivo é uma das lesões torácicas mais graves e potencialmente fatais, tratada imediatamente na avaliação primária (letra 'B' do ATLS). Ocorre quando o ar entra no espaço pleural através de um mecanismo de válvula unidirecional, levando a um aumento progressivo da pressão intratorácica. A fisiopatologia envolve o colapso do pulmão ipsilateral e o desvio do mediastino para o lado contralateral. Esse desvio comprime o pulmão contralateral e os grandes vasos (veias cavas), reduzindo o retorno venoso e causando choque obstrutivo. O diagnóstico é clínico, baseado na insuficiência respiratória, timpanismo, ausência de murmúrio vesicular, desvio de traqueia e instabilidade hemodinâmica. O tratamento não deve ser adiado por exames de imagem. A conduta imediata é a toracocentese de alívio (descompressão com agulha), que transforma o pneumotórax hipertensivo em um pneumotórax simples, aliviando a pressão. Este procedimento é uma medida temporária, devendo ser seguida pela inserção de um dreno torácico, que é o tratamento definitivo.
Os sinais clássicos incluem dispneia severa, taquicardia, hipotensão, desvio da traqueia para o lado contralateral, ausência unilateral de murmúrio vesicular, timpanismo à percussão e distensão venosa jugular. É uma emergência que causa choque obstrutivo.
A descompressão é realizada inserindo um cateter sobre agulha de grosso calibre (14G ou 16G) no 2º espaço intercostal na linha hemiclavicular ou, preferencialmente, no 4º ou 5º espaço intercostal na linha axilar anterior, sobre a borda superior da costela inferior.
A principal complicação é a progressão do choque obstrutivo, levando à parada cardiorrespiratória e morte. O aumento da pressão intratorácica comprime o coração e os grandes vasos, diminuindo drasticamente o retorno venoso e o débito cardíaco.
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