HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2021
Mariana, 25 anos, é trazida pelo SAMU ao hospital de trauma após sofrer acidente automobilístico. Ao exame, apresenta-se dispneica, com agitação psicomotora e cianose de extremidades. Sua pressão arterial é de 95x65 mmHg; frequência cardíaca de 130 bpm; frequência respiratória de 26 irpm; timpanismo à percussão torácica, ausência de murmúrio vesicular na ausculta e ritmo cardíaco regular com bulhas normofonéticas. O diagnóstico mais provável, nesse caso, é:
Trauma + dispneia + hipotensão + timpanismo + MV ausente → Pneumotórax Hipertensivo.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica no trauma torácico, caracterizado pelo acúmulo progressivo de ar no espaço pleural, que colapsa o pulmão e desvia o mediastino, comprometendo o retorno venoso e a função cardíaca. A tríade clássica de hipotensão, taquicardia e dispneia, associada a achados torácicos unilaterais, é diagnóstica.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica potencialmente fatal que ocorre frequentemente em vítimas de trauma torácico, como no caso de acidentes automobilísticos. Ele se desenvolve quando o ar entra no espaço pleural durante a inspiração, mas não consegue sair durante a expiração, criando um mecanismo de válvula unidirecional. O acúmulo progressivo de ar sob pressão positiva no espaço pleural causa o colapso completo do pulmão ipsilateral e o desvio do mediastino (coração e grandes vasos) para o lado contralateral. Esse desvio mediastinal comprime o coração e os grandes vasos, impedindo o retorno venoso ao coração e, consequentemente, diminuindo o débito cardíaco. Isso leva a um choque obstrutivo, manifestado por hipotensão, taquicardia e sinais de hipoperfusão (agitação, cianose). Os achados no exame físico são cruciais: dispneia intensa, agitação, cianose, hipotensão, taquicardia, timpanismo à percussão e ausência de murmúrio vesicular no hemitórax afetado. O desvio da traqueia para o lado oposto é um sinal clássico, mas tardio. O diagnóstico do pneumotórax hipertensivo é clínico e não deve aguardar confirmação radiológica, pois o atraso no tratamento pode ser fatal. A conduta inicial é a descompressão torácica imediata, que pode ser realizada por uma punção de alívio com agulha calibrosa (toracocentese de agulha) no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular ou no quarto/quinto espaço intercostal na linha axilar média. Após a descompressão, um dreno de tórax deve ser inserido para drenagem definitiva e prevenção de recorrência.
Os sinais incluem dispneia progressiva, taquicardia, hipotensão, agitação, cianose, timpanismo à percussão e ausência de murmúrio vesicular no lado afetado. Desvio da traqueia para o lado oposto é um sinal tardio.
O ar entra no espaço pleural durante a inspiração, mas não consegue sair durante a expiração (mecanismo de válvula unidirecional). Isso leva a um acúmulo progressivo de ar, colapso pulmonar, desvio do mediastino, compressão do coração e grandes vasos, resultando em choque obstrutivo.
A conduta inicial é a descompressão torácica imediata, preferencialmente com uma punção de alívio (toracocentese com agulha calibrosa) no 2º espaço intercostal na linha hemiclavicular ou no 4º/5º espaço intercostal na linha axilar média, seguida pela inserção de um dreno de tórax definitivo.
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