Pneumotórax Hipertensivo em PCR: Diagnóstico e Manejo

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2024

Enunciado

Um homem de 68 anos, portador de enfisema pulmonar e de fibrilação atrial (FA) permanente, encontra-se internado na sala vermelha de uma unidade de pronto-atendimento em razão de exacerbação aguda de doença pulmonar obstrutiva crônica. Subitamente, ele apresenta dessaturação e apneia. A equipe observa que o paciente encontra-se em parada cardiorrespiratória, a despeito de manter o ritmo de FA — agora em alta resposta ventricular. Iniciados os procedimentos de reanimação cardiopulmonar, é constatada turgência jugular e ausência de expansibilidade em hemitórax direito, mesmo com a ventilação com bolsa-máscara; além disso, a percussão local revela timpanismo. Já foi administrada uma dose de 1 mg de epinefrina intravenosa.Diante do quadro desse paciente, a conduta indicada é

Alternativas

  1. A) proceder à imediata cardioversão elétrica da fibrilação atrial.
  2. B) realizar toracocentese imediata no 5o espaço intercostal direito.
  3. C) substituir as próximas doses de adrenalina por amiodarona.
  4. D) providenciar esternotomia imediata para massagem cardíaca interna.

Pérola Clínica

PCR + Turgência jugular + Timpanismo + Ausência expansibilidade unilateral → Pneumotórax hipertensivo = Toracocentese de alívio imediata.

Resumo-Chave

Em um paciente em PCR com sinais de pneumotórax hipertensivo (turgência jugular, timpanismo e ausência de expansibilidade unilateral), a descompressão torácica imediata é uma medida salvadora. A toracocentese de alívio é prioritária, mesmo antes de outras manobras de reanimação, pois reverte a causa da PCR.

Contexto Educacional

O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica que pode levar rapidamente à parada cardiorrespiratória (PCR) por choque obstrutivo. Caracteriza-se pelo acúmulo progressivo de ar no espaço pleural, que não consegue sair, aumentando a pressão intratorácica, colapsando o pulmão ipsilateral, desviando o mediastino e comprometendo o retorno venoso ao coração. É uma das causas reversíveis de PCR, frequentemente listada nos "5 Ts". A suspeita clínica é crucial, especialmente em pacientes com fatores de risco como DPOC, trauma torácico ou ventilação mecânica. Os sinais incluem dispneia súbita e grave, dor torácica, taquicardia, hipotensão, turgência jugular, desvio de traqueia, timpanismo à percussão e ausência de murmúrio vesicular no lado afetado. Em PCR, esses sinais são ainda mais críticos para identificar a causa subjacente. A conduta imediata para o pneumotórax hipertensivo é a descompressão torácica de alívio, que pode ser feita por toracocentese com agulha (no 2º espaço intercostal na linha hemiclavicular ou 4º/5º espaço na linha axilar média) ou, se disponível, por drenagem torácica. Esta intervenção é salvadora, pois reverte a fisiopatologia do choque obstrutivo, permitindo a recuperação hemodinâmica e pulmonar.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos que indicam um pneumotórax hipertensivo em um paciente em PCR?

Os sinais incluem turgência jugular, desvio de traqueia (sinal tardio), timpanismo à percussão e ausência de murmúrio vesicular e expansibilidade em um hemitórax, além de hipotensão ou PCR por choque obstrutivo.

Por que a toracocentese de alívio é a conduta imediata no pneumotórax hipertensivo em PCR?

A toracocentese de alívio despressuriza o espaço pleural, permitindo a reexpansão pulmonar e o retorno do fluxo sanguíneo venoso ao coração, revertendo rapidamente a causa obstrutiva da PCR e melhorando a perfusão.

Em qual local anatômico deve ser realizada a toracocentese de alívio para pneumotórax hipertensivo?

A toracocentese de alívio pode ser realizada no 2º espaço intercostal na linha hemiclavicular ou, preferencialmente, no 4º ou 5º espaço intercostal na linha axilar média ou anterior, sempre acima da borda superior da costela inferior.

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