CCG - Centro de Cirurgia Geral (MS) — Prova 2021
Assinale dentre as alternativas abaixo, em relação ao traumatismo tórax aquela com risco imediato de vida:
Pneumotórax hipertensivo = risco imediato de vida → descompressão urgente.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica no trauma torácico, caracterizado pelo acúmulo progressivo de ar na cavidade pleural que comprime o pulmão, desvia o mediastino e compromete o retorno venoso, levando rapidamente ao choque obstrutivo e à morte se não tratado imediatamente.
O traumatismo torácico é uma das principais causas de morbimortalidade em pacientes vítimas de trauma, e o reconhecimento rápido das lesões com risco imediato de vida é crucial para a sobrevida. Dentre essas lesões, o pneumotórax hipertensivo destaca-se pela sua rápida progressão e potencial letalidade se não abordado de forma emergencial. O pneumotórax hipertensivo ocorre quando há uma lesão pulmonar ou da parede torácica que atua como uma válvula unidirecional, permitindo a entrada de ar na cavidade pleural durante a inspiração, mas impedindo sua saída na expiração. Isso leva a um acúmulo progressivo de ar sob pressão, que comprime o pulmão ipsilateral, desvia o mediastino para o lado contralateral e obstrui o retorno venoso ao coração. Clinicamente, o paciente apresenta dispneia grave, hipotensão, taquicardia, desvio de traqueia, turgência jugular, abolição do murmúrio vesicular e hiperressonância à percussão no lado afetado. O diagnóstico é clínico e o tratamento deve ser imediato, sem esperar por exames de imagem. A descompressão de emergência, seja por toracocentese de alívio ou toracostomia com dreno de tórax, é a medida salvadora, revertendo o choque obstrutivo e restaurando a função cardiopulmonar.
Os sinais incluem dispneia intensa, dor torácica, taquicardia, hipotensão, desvio da traqueia para o lado contralateral, turgência jugular, abolição do murmúrio vesicular e hiperressonância à percussão no lado afetado.
O acúmulo de ar sob pressão na cavidade pleural comprime o pulmão e o coração, desviando o mediastino e os grandes vasos. Isso impede o retorno venoso ao coração, levando a uma diminuição drástica do débito cardíaco e choque obstrutivo, que pode ser rapidamente fatal.
A conduta inicial é a descompressão torácica de emergência, realizada por toracocentese de alívio (punção com agulha calibrosa no 2º espaço intercostal, linha hemiclavicular) ou toracostomia com dreno de tórax, sem aguardar confirmação radiológica.
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