Multivix - Faculdade Multivix Vitória (ES) — Prova 2025
Um homem de 35 anos, vítima de acidente automobilístico em alta velocidade, é trazido à sala de emergência após atendimento pré-hospitalar. Ao ser examinado na chegada, ele está consciente, verbaliza de forma desconexa, frequência respiratória de 28 irpm e a saturação de oxigênio é de 88% em ar ambiente. A pressão arterial é de 90/60 mmHg, e a frequência cardíaca 120 bpm. Ao exame físico, há sinais evidentes de trauma facial. Na região torácica, observa-se crepitação subcutânea, e a ausculta pulmonar revela estertores à esquerda. Após estabilização e imobilização da coluna cervical, qual deve ser a próxima intervenção mais prioritária?
Trauma torácico + crepitação subcutânea + choque + hipoxemia → Pneumotórax hipertensivo → Toracocentese de alívio imediata.
Em trauma torácico grave, a crepitação subcutânea associada a sinais de choque (hipotensão, taquicardia) e insuficiência respiratória (taquipneia, hipoxemia) sugere fortemente um pneumotórax hipertensivo. A descompressão imediata com toracocentese de alívio é crucial para restaurar a hemodinâmica e a ventilação, sendo uma intervenção salvadora de vida.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica que ocorre quando o ar entra no espaço pleural, mas não consegue sair, acumulando-se sob pressão e colapsando o pulmão ipsilateral. Essa pressão positiva também empurra o mediastino para o lado contralateral, comprimindo o coração e os grandes vasos, o que leva à diminuição do retorno venoso e, consequentemente, ao choque obstrutivo. É uma das causas de morte evitáveis no trauma, sendo crucial seu reconhecimento e tratamento rápidos. O diagnóstico do pneumotórax hipertensivo é eminentemente clínico e não deve ser atrasado por exames de imagem. Sinais como dispneia progressiva, taquipneia, taquicardia, hipotensão, desvio de traqueia para o lado oposto, turgência jugular, ausência ou diminuição do murmúrio vesicular no lado afetado e enfisema subcutâneo são indicativos. Em pacientes traumatizados, especialmente após acidentes de alta energia, a presença desses sinais exige ação imediata. A intervenção mais prioritária e salvadora de vida é a toracocentese de alívio, que consiste na inserção de uma agulha calibrosa (ex: jelco 14G) no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular ou no quinto espaço intercostal na linha axilar média. Este procedimento descompressa o espaço pleural, aliviando a pressão e permitindo a expansão pulmonar e a melhora do retorno venoso. Após a descompressão inicial, um dreno torácico deve ser inserido para o tratamento definitivo.
Os sinais incluem dispneia grave, taquipneia, taquicardia, hipotensão, desvio de traqueia (tardio), turgência jugular, diminuição ou ausência de murmúrio vesicular no lado afetado e, frequentemente, enfisema subcutâneo.
A toracocentese de alívio descompressa rapidamente o espaço pleural, liberando o ar sob pressão que está colapsando o pulmão e comprometendo o retorno venoso, revertendo o choque obstrutivo e a insuficiência respiratória de forma imediata.
O pneumotórax hipertensivo apresenta instabilidade hemodinâmica (hipotensão, taquicardia) e sinais de comprometimento respiratório grave, além de desvio de traqueia e turgência jugular, que não são típicos do pneumotórax simples.
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