INCA - Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (RJ) — Prova 2018
Um paciente, de 18 anos, vítima de acidente automobilístico, chega ao Pronto-Atendimento com abertura ocular ao estímulo doloroso, resposta verbal com sons incompreensíveis e localiza a dor quando estimulado. Encontra-se com PA 100x70 mm/Hg, FC 120 bpm, taquidispneico, com murmúrio vesicular abolido no hermitorax direito e desvio da traqueia para a esquerda. Qual é o escore de Glasgow do paciente e qual deve ser a primeira conduta a ser realizada?
Pneumotórax hipertensivo + Glasgow 9 → Toracocentese de alívio (2º EIC, linha hemiclavicular).
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica que requer descompressão imediata para evitar colapso cardiovascular. A Escala de Coma de Glasgow avalia o nível de consciência em pacientes traumatizados, sendo crucial para o manejo inicial e prognóstico.
O trauma torácico é uma causa comum de morbimortalidade, e o pneumotórax hipertensivo é uma das lesões mais letais que exige reconhecimento e tratamento imediatos. A fisiopatologia envolve a entrada de ar na cavidade pleural sem saída, levando ao colapso pulmonar, desvio mediastinal e comprometimento hemodinâmico. A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é uma ferramenta padronizada para avaliar o nível de consciência em pacientes traumatizados, auxiliando na triagem e no prognóstico. Uma pontuação de GCS < 9 geralmente indica a necessidade de proteção das vias aéreas. O diagnóstico do pneumotórax hipertensivo é clínico, baseado em taquicardia, hipotensão, dispneia, desvio de traqueia e ausência de murmúrio vesicular. A radiografia de tórax pode confirmar, mas não deve atrasar a intervenção. A conduta inicial é a descompressão por agulha (toracocentese de alívio) no 2º espaço intercostal, linha hemiclavicular, seguida por drenagem torácica definitiva. O manejo rápido é crucial para prevenir o choque obstrutivo e a parada cardiorrespiratória. Para residentes, é fundamental dominar a avaliação primária do trauma (ABCDE do ATLS), incluindo o reconhecimento rápido de condições que ameaçam a vida, como o pneumotórax hipertensivo. A correta aplicação da GCS e a técnica da toracocentese são habilidades essenciais. A monitorização contínua e a reavaliação são importantes para identificar complicações e garantir a estabilidade do paciente.
Os sinais incluem dispneia, taquicardia, hipotensão, desvio da traqueia, murmúrio vesicular abolido e hiperressonância à percussão no lado afetado.
A conduta inicial é a descompressão imediata por toracocentese de alívio (punção com agulha) no segundo espaço intercostal, linha hemiclavicular, no lado afetado.
A GCS avalia abertura ocular (1-4), resposta verbal (1-5) e resposta motora (1-6). No caso, 2 (dor) + 2 (sons incompreensíveis) + 5 (localiza dor) = 9.
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