UFRN/EMCM - Escola Multicampi de Ciências Médicas (RN) — Prova 2021
De acordo com o ATLS 1 Oª edição, no diagnóstico e tratamento do pneumotórax hipertensivo, devem ser realizados:
Pneumotórax hipertensivo → diagnóstico clínico + punção descompressiva (5º EIC, linha axilar anterior).
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica que exige reconhecimento rápido e tratamento imediato baseado no exame físico. A punção descompressiva deve ser realizada no 5º espaço intercostal, linha axilar anterior, conforme as diretrizes mais recentes do ATLS, para evitar lesões e ser mais eficaz.
O pneumotórax hipertensivo é uma condição de emergência que ocorre quando o ar entra no espaço pleural e não consegue sair, aumentando a pressão intratorácica e colapsando o pulmão, desviando o mediastino e comprometendo o retorno venoso. É uma das causas de choque obstrutivo no trauma e sua identificação e tratamento imediatos são cruciais para a sobrevida do paciente. O diagnóstico do pneumotórax hipertensivo é eminentemente clínico, baseado nos sinais e sintomas como desvio de traqueia, turgência jugular, hipotensão, taquicardia, ausência de murmúrio vesicular e hiperressonância à percussão no lado afetado. Não se deve aguardar exames de imagem para confirmar o diagnóstico, pois isso atrasaria o tratamento e poderia levar à morte do paciente. O tratamento inicial e definitivo é a descompressão imediata do tórax. A punção descompressiva com agulha calibrosa (14G ou 16G) no 5º espaço intercostal, na linha axilar anterior, é a técnica recomendada pelo ATLS 10ª edição. Após a descompressão, a drenagem torácica com um dreno de tórax deve ser realizada para manter o pulmão expandido e evitar a recorrência.
Os sinais incluem desvio de traqueia, turgência jugular, hipotensão, taquicardia, ausência de murmúrio vesicular e hiperressonância à percussão no lado afetado.
A conduta inicial é o diagnóstico clínico e a descompressão imediata por agulha no 5º espaço intercostal, linha axilar anterior, seguida de drenagem torácica definitiva.
O 5º espaço intercostal na linha axilar anterior oferece maior segurança e eficácia, pois a parede torácica é mais fina nessa região e há menor risco de lesão de estruturas intratorácicas.
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