UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2015
Um paciente de 68 anos, com IMC de 30 e tabagista de 40 maços-ano, é levado ao setor de emergência com quadro súbito de dor torácica, dispneia, hipotensão arterial e hipertimpanismo no hemitórax esquerdo. Para a confirmação do diagnóstico presumido, deve ser realizada:
Pneumotórax hipertensivo: dor torácica + dispneia + hipotensão + hipertimpanismo → Radiografia de tórax para confirmação.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica que cursa com colapso pulmonar e desvio mediastinal, levando a choque obstrutivo. A radiografia de tórax é crucial para a confirmação diagnóstica, evidenciando o ar no espaço pleural e o desvio.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica grave caracterizada pelo acúmulo de ar no espaço pleural sob pressão positiva, levando ao colapso pulmonar ipsilateral e desvio do mediastino para o lado contralateral. Essa condição compromete o retorno venoso e a função cardíaca, resultando em choque obstrutivo. É crucial para residentes reconhecerem rapidamente os sinais clínicos e a necessidade de intervenção imediata. A fisiopatologia envolve uma lesão que atua como válvula unidirecional, permitindo a entrada de ar na pleura durante a inspiração, mas impedindo sua saída. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na tríade de dor torácica súbita, dispneia e hipotensão, acompanhada de achados como hipertimpanismo e ausência de murmúrio vesicular no hemitórax afetado. A radiografia de tórax confirma o diagnóstico, mostrando o pneumotórax e o desvio mediastinal. O tratamento é uma emergência e consiste na descompressão imediata do tórax, inicialmente com toracocentese de agulha e, posteriormente, com a inserção de um dreno torácico. O reconhecimento precoce e a intervenção rápida são vitais para prevenir a progressão para choque e óbito, sendo um tema de alta relevância para provas de residência e prática clínica.
Os sinais clássicos incluem dor torácica súbita, dispneia progressiva, hipotensão arterial, taquicardia, desvio de traqueia e hipertimpanismo no hemitórax afetado.
A radiografia de tórax permite visualizar o ar no espaço pleural, o colapso pulmonar e o desvio mediastinal, confirmando o diagnóstico e avaliando a extensão do pneumotórax.
A conduta inicial é a descompressão imediata com punção de alívio (toracocentese de agulha) no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular, seguida de drenagem torácica.
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