Hospital Unimed-Rio (RJ) — Prova 2023
Paciente trazido pelo SAMU, protocolado em prancha rígida e colar cervical, vítima de colisão automobilística frontal. Chega ao serviço de emergência em máscara de O₂ 8L/min, pouco agitado, com queixa de dor em hemitórax direito. Sinais vitais da admissão: FC 112 / PA 123x79 / saturação de O₂ 91%. Exame físico inicial: •Vias aéreas pérvias e colar cervical; •Ausculta abolida em hemitórax direito, com crepitações em arcos costais, expansibilidade assimétrica; •Ausência de fraturas de ossos longos, abdome flácido, indolor à palpação, sem peritonite, turgência jugular à direita, pelve estável; •ECG 14. PIFR; •Ausência de escoriações. Qual o diagnóstico e a conduta?
Trauma torácico + ausculta abolida unilateral + turgência jugular → Pneumotórax hipertensivo = Toracostomia de alívio.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica que cursa com acúmulo de ar na cavidade pleural sob pressão, colapsando o pulmão e desviando o mediastino. A ausculta abolida, expansibilidade assimétrica e turgência jugular são sinais clássicos. A conduta é descompressão imediata.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica potencialmente fatal que ocorre quando o ar entra no espaço pleural, mas não consegue sair, levando a um acúmulo progressivo de pressão. Essa pressão colapsa o pulmão ipsilateral, desvia o mediastino para o lado contralateral, comprometendo o retorno venoso ao coração e causando choque obstrutivo. É uma das principais causas de morte evitável no trauma. A suspeita diagnóstica é clínica, baseada em achados como dispneia, taquicardia, hipotensão, turgência jugular, desvio de traqueia (sinal tardio), ausência de murmúrio vesicular e hiper-ressonância à percussão no hemitórax afetado. A radiografia de tórax pode confirmar, mas não deve atrasar a intervenção. A fisiopatologia envolve um mecanismo de válvula unidirecional que permite a entrada de ar na pleura, mas impede sua saída. O tratamento é uma emergência e consiste na descompressão imediata do tórax. Inicialmente, pode ser realizada uma toracostomia de alívio por agulha no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular ou no quinto espaço intercostal na linha axilar média. Esta medida é temporária e deve ser seguida pela inserção de um dreno torácico (toracostomia com tubo) para garantir a drenagem contínua do ar e a reexpansão pulmonar.
Os sinais clássicos incluem dispneia progressiva, taquicardia, hipotensão, desvio da traqueia para o lado oposto, turgência jugular, ausência de murmúrio vesicular e hiper-ressonância à percussão no lado afetado.
A conduta inicial é a descompressão imediata do tórax, preferencialmente com uma toracostomia de alívio por agulha no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular, seguida pela drenagem torácica definitiva.
Ambos podem apresentar turgência jugular e hipotensão. No pneumotórax hipertensivo, há ausência de murmúrio vesicular unilateral e desvio de traqueia. No tamponamento cardíaco, os sons cardíacos são abafados e o E-FAST pode mostrar líquido pericárdico.
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