INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022
Um homem com 22 anos de idade, atendido no Pronto-Socorro de hospital, apresentava um ferimento por projétil de arma de fogo no hemitórax direito. Ao exame físico, foram constatados: frequência respiratória de 24 incursões respiratórias por minuto, frequência cardíaca de 110 batimentos por minuto, preenchimento capilar maior que 2 segundos, pressão arterial de 80 x 40 mmHg, estase jugular bilateral, desvio da traqueia para a esquerda, murmúrio vesicular abolido e timpanismo aumentado no hemitórax direito. Com base nesses dados, a conduta adequada é realizar
FPAF + choque + estase jugular + desvio traqueia + MV abolido + timpanismo → pneumotórax hipertensivo, descompressão imediata.
O quadro clínico (FPAF, choque, estase jugular, desvio de traqueia, MV abolido e timpanismo) é clássico de pneumotórax hipertensivo, uma emergência que causa choque obstrutivo. A conduta inicial é a descompressão imediata com toracocentese de alívio, seguida de drenagem pleural fechada definitiva.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica com risco de vida, frequentemente associada a trauma torácico, como ferimentos por projétil de arma de fogo (FPAF). Ele ocorre quando o ar entra no espaço pleural durante a inspiração, mas não consegue sair durante a expiração, criando um mecanismo de válvula unidirecional. Isso leva a um acúmulo progressivo de ar sob pressão no espaço pleural, causando colapso do pulmão ipsilateral, desvio do mediastino para o lado contralateral e compressão das grandes veias, resultando em diminuição do retorno venoso e choque obstrutivo. O diagnóstico do pneumotórax hipertensivo é eminentemente clínico e não deve ser atrasado por exames de imagem. Os sinais e sintomas incluem dispneia intensa, dor torácica, hipotensão, taquicardia, estase jugular, desvio da traqueia para o lado oposto ao pneumotórax, murmúrio vesicular abolido e timpanismo à percussão no hemitórax afetado. A presença desses sinais em um paciente traumatizado exige ação imediata. A conduta adequada e prioritária é a descompressão imediata do pneumotórax hipertensivo. Isso é realizado inicialmente por uma toracocentese de alívio (descompressão com agulha), inserindo uma agulha calibrosa no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular ou no quinto espaço intercostal na linha axilar média. Após o alívio da pressão, o tratamento definitivo é a inserção de um dreno torácico (drenagem pleural fechada) no quinto espaço intercostal, linha axilar média, para permitir a drenagem contínua do ar e a reexpansão pulmonar. A radiografia de tórax só deve ser realizada após a descompressão inicial e estabilização do paciente.
Os sinais clássicos incluem dispneia progressiva, dor torácica, hipotensão, taquicardia, estase jugular, desvio da traqueia para o lado oposto, murmúrio vesicular abolido e timpanismo à percussão no hemitórax afetado.
A toracocentese de alívio é a primeira conduta porque o pneumotórax hipertensivo é uma emergência com risco de vida, causando colapso pulmonar e comprometimento hemodinâmico. A agulha permite a saída imediata do ar sob pressão, aliviando a compressão e estabilizando o paciente.
No pneumotórax simples, o ar entra no espaço pleural, mas não há acúmulo de pressão significativo. No hipertensivo, o ar entra na inspiração e não sai na expiração (mecanismo de válvula), levando a um aumento progressivo da pressão intratorácica, colapso pulmonar, desvio mediastinal e choque obstrutivo.
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