SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2015
Os pacientes que apresentam situações de emergências clínicas ou cirúrgicas, como trauma, choque, queimaduras graves, parada cardiorrespiratória ou coma, necessitam de atendimento rápido e eficaz para que sua vida seja preservada. A respeito desse assunto, julgue o item que se segue. A toracocentese com agulha grossa (gelco 14) no segundo espaço intercostal, linha hemiclavicular, é o procedimento inicial indicado para os casos de pneumotórax hipertensivo.
Pneumotórax hipertensivo → Descompressão imediata com agulha (gelco 14, 2º EIC, linha hemiclavicular).
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica que exige descompressão imediata para evitar o colapso cardiovascular e respiratório. A toracocentese de alívio com agulha grossa (gelco 14) no segundo espaço intercostal, linha hemiclavicular, é o procedimento inicial salvador, convertendo-o em um pneumotórax simples até a drenagem definitiva.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica potencialmente fatal, caracterizada pelo acúmulo progressivo de ar no espaço pleural sob pressão positiva, que não consegue escapar. Essa pressão leva ao colapso completo do pulmão ipsilateral, desvio do mediastino para o lado contralateral, compressão do coração e dos grandes vasos, resultando em diminuição do retorno venoso e choque obstrutivo. É frequentemente associado a traumas torácicos, mas pode ocorrer espontaneamente ou após procedimentos médicos. A fisiopatologia envolve um mecanismo de válvula unidirecional, onde o ar entra na cavidade pleural durante a inspiração, mas não consegue sair durante a expiração. Isso causa um aumento progressivo da pressão intratorácica, comprometendo gravemente a função respiratória e cardiovascular. Os sinais clínicos incluem dispneia intensa, taquicardia, hipotensão, desvio da traqueia, turgência jugular e ausência de murmúrio vesicular no lado afetado. O tratamento do pneumotórax hipertensivo é uma emergência absoluta e não deve ser retardado por exames de imagem. A conduta inicial é a descompressão imediata com agulha, utilizando um gelco 14 ou 16, inserido no segundo espaço intercostal, na linha hemiclavicular, acima da borda superior da terceira costela. Este procedimento converte o pneumotórax hipertensivo em um pneumotórax simples, estabilizando o paciente até que uma drenagem torácica definitiva possa ser instalada.
Os sinais incluem dispneia intensa, taquicardia, hipotensão, desvio da traqueia para o lado oposto, turgência jugular, ausência de murmúrio vesicular no lado afetado, hiperressonância à percussão e cianose. É uma emergência que leva a choque obstrutivo.
A toracocentese com agulha é um procedimento rápido e eficaz para aliviar a pressão intratorácica que comprime o pulmão e o coração, convertendo o pneumotórax hipertensivo em um pneumotórax simples. Isso estabiliza o paciente temporariamente até que uma drenagem torácica definitiva possa ser realizada.
A técnica envolve a inserção de uma agulha calibrosa (gelco 14 ou 16) no segundo espaço intercostal, na linha hemiclavicular, acima da borda superior da terceira costela. O objetivo é perfurar a parede torácica e a pleura parietal, permitindo que o ar sob pressão escape, aliviando a compressão.
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