Pneumotórax Hipertensivo: Diagnóstico e Manejo Imediato

Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2021

Enunciado

Fábio de 32 anos, foi o trazido pela equipe do corpo de bombeiros até a sala de emergência após ter sofrido grave acidente automobilístico, onde ele foi o único sobrevivente. Estava em prancha rígida e com colar cervical, conseguia falar o seu nome, porém estava agitado. Ao exame físico você nota que o paciente apresenta estase de jugular, está hipotenso com assimetria toráxica a esquerda, murmúrio vesicular diminuído a esquerda e enfisema subcutâneo. Diante do exposto e seguindo a literatura atual podemos afirmar. 

Alternativas

  1. A) O quadro é de pneumotórax hipertensivo a esquerda. Paciente deve ser levado para sala de RX para confirmar o diagnóstico antes de realizar a drenagem.
  2. B) O quadro é de pneumotórax hipertensivo a esquerda e o tórax deve ser drenado imediatamente no quinto espaço intercostal a esquerda em selo D’água.
  3. C) O quadro é de pneumotórax hipertensivo a esquerda, deve se realizar punção de alívio no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular a esquerda, seguido de drenagem toráxica em selo D’água no quinto espaço intercostal na linha axilar anterior.
  4. D) O quadro é de pneumotórax hipertensivo a esquerda, deve se realizar punção de alívio no quinto espaço intercostal na linha axilar anterior a esquerda, seguido de drenagem toráxica em selo D’água no quinto espaço intercostal.

Pérola Clínica

Pneumotórax hipertensivo = descompressão imediata (agulha 5º EIC LAA ou 2º EIC LMC) → drenagem torácica.

Resumo-Chave

O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica que causa choque obstrutivo e requer descompressão imediata para aliviar a pressão intratorácica. A punção de alívio é a primeira medida, seguida pela drenagem torácica definitiva para tratamento.

Contexto Educacional

O pneumotórax hipertensivo é uma condição de emergência médica que ocorre quando o ar entra no espaço pleural, mas não consegue sair, levando a um acúmulo progressivo de pressão. Essa pressão comprime o pulmão ipsilateral, desvia o mediastino para o lado contralateral, prejudicando o retorno venoso ao coração e causando choque obstrutivo. É uma das causas de morte evitáveis no trauma. O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado em sinais como hipotensão, estase jugular, assimetria torácica, murmúrio vesicular diminuído ou ausente no lado afetado, e enfisema subcutâneo. O desvio de traqueia é um sinal tardio e nem sempre presente. A suspeita clínica exige ação imediata, sem a necessidade de confirmação radiológica, que atrasaria o tratamento. A conduta inicial é a descompressão torácica por agulha (punção de alívio), que pode ser realizada no 2º espaço intercostal na linha hemiclavicular ou no 4º/5º espaço intercostal na linha axilar anterior. Após a descompressão inicial, o tratamento definitivo é a drenagem torácica em selo d'água, geralmente no 5º espaço intercostal na linha axilar anterior, para permitir a reexpansão pulmonar e evitar a recorrência do pneumotórax.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos de pneumotórax hipertensivo?

Os sinais incluem hipotensão, estase jugular, assimetria torácica, murmúrio vesicular diminuído ou ausente no lado afetado, desvio de traqueia (sinal tardio) e enfisema subcutâneo.

Qual a conduta inicial para um pneumotórax hipertensivo?

A conduta inicial é a descompressão imediata por agulha (punção de alívio) no 2º espaço intercostal na linha hemiclavicular ou no 5º espaço intercostal na linha axilar anterior, seguida pela drenagem torácica definitiva.

Por que não se deve esperar o raio-X para confirmar o diagnóstico?

O pneumotórax hipertensivo é um diagnóstico clínico e uma emergência com risco de vida. A espera pelo raio-X pode atrasar o tratamento e levar à morte do paciente devido ao choque obstrutivo.

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