UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2020
Paciente masculino, 28 anos, vítima de acidente automobilístico chega à sala de emergência apresentando taquicardia, dispneia, hipotensão arterial, cianose, estase de jugular. Ao exame físico, as vias aéreas estão pérvias, o tórax apresenta ausência de murmúrio vesicular à esquerda e timpanismo à percussão. Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a primeira conduta de forma imediata a ser realizada nesse caso.
Pneumotórax hipertensivo = instabilidade hemodinâmica + ausência MV + timpanismo → Toracocentese de alívio imediata.
O quadro clínico (taquicardia, dispneia, hipotensão, cianose, estase de jugular, ausência de murmúrio vesicular e timpanismo) é clássico de pneumotórax hipertensivo, uma emergência que causa choque obstrutivo. A conduta imediata e salvadora é a descompressão com toracocentese de alívio.
O pneumotórax hipertensivo é uma das condições mais letais no trauma torácico, exigindo reconhecimento e intervenção imediatos. Sua importância clínica reside na rápida deterioração do paciente devido ao choque obstrutivo, que compromete o retorno venoso e o débito cardíaco. A epidemiologia mostra que é uma complicação comum em traumas de alta energia, como acidentes automobilísticos. A fisiopatologia envolve a entrada de ar no espaço pleural que não consegue sair (mecanismo de válvula unidirecional), levando a um acúmulo progressivo de pressão. Essa pressão colapsa o pulmão ipsilateral, desvia o mediastino para o lado contralateral, comprimindo o coração e os grandes vasos, o que resulta em diminuição do retorno venoso e choque. O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado na tríade de dispneia, hipotensão e ausência de murmúrio vesicular com timpanismo. A conduta imediata é a toracocentese de alívio, realizada com agulha de grosso calibre no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular ou no quinto espaço intercostal na linha axilar média. Após a descompressão, a drenagem torácica definitiva deve ser realizada. O prognóstico é bom se a intervenção for rápida, mas o atraso pode ser fatal.
Os sinais e sintomas incluem dispneia, taquicardia, hipotensão, cianose, estase de jugular, desvio de traqueia (tardio), ausência de murmúrio vesicular e timpanismo à percussão no lado afetado.
A toracocentese de alívio descompressa o espaço pleural, permitindo que o pulmão se reexpanda e aliviando a pressão sobre o coração e grandes vasos, que causa o choque obstrutivo e a instabilidade hemodinâmica. É uma medida salvadora de vida.
O pneumotórax simples é a presença de ar no espaço pleural sem desvio mediastinal ou comprometimento hemodinâmico significativo. O pneumotórax hipertensivo é uma forma grave onde o ar entra no espaço pleural e não consegue sair, aumentando a pressão e causando colapso pulmonar, desvio mediastinal e choque obstrutivo.
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