ENARE/ENAMED — Prova 2025
Um paciente, vítima de queda de laje, chega ao pronto-socorro com agitação psicomotora, taquipneia, cianose e turgência de veias jugulares. A PA está inaudível. Ao exame do tórax, verifica- se hipertimpanismo e murmúrio vesicular abolido em hemitórax direito. Após a avaliação das vias aéreas e proteção da coluna cervical, a próxima conduta a ser tomada nesse caso é:
Pneumotórax hipertensivo = Diagnóstico clínico + Instabilidade → Drenagem imediata em selo d'água.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência clínica onde o atraso para exames de imagem é fatal. A conduta definitiva é a drenagem torácica no 5º espaço intercostal.
O pneumotórax hipertensivo ocorre quando um mecanismo de válvula unidirecional permite a entrada de ar no espaço pleural, mas impede sua saída. Isso eleva a pressão intratorácica, colapsa o pulmão ipsilateral e desvia o mediastino, comprimindo o coração e os grandes vasos. O resultado é a redução drástica do retorno venoso, levando ao choque obstrutivo. No manejo inicial do trauma (ABCDE), após garantir a via aérea, a descompressão imediata é prioritária. Embora a toracocentese com agulha possa ser usada como ponte, a drenagem em selo d'água é o tratamento definitivo indicado.
Os sinais clássicos incluem dor torácica, insuficiência respiratória, taquicardia, hipotensão (choque obstrutivo), desvio da traqueia para o lado contralateral, turgência jugular e ausência de murmúrio vesicular com hipertimpanismo no lado afetado.
De acordo com as atualizações do ATLS, a drenagem torácica definitiva deve ser realizada no 5º espaço intercostal, entre a linha axilar anterior e média, no 'triângulo de segurança'.
O diagnóstico do pneumotórax hipertensivo é estritamente clínico. Em um paciente instável (PA inaudível, cianose), o tempo gasto para realizar um exame de imagem pode levar à parada cardiorrespiratória por choque obstrutivo.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo