São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2025
Um paciente de 29 anos sofre um acidente de motocicleta, apresentando múltiplas lesões. No exame inicial, você nota instabilidade respiratória e suspeita de pneumotórax hipertensivo. Qual é a conduta mais adequada?
Pneumotórax hipertensivo → Descompressão por agulha imediata (2º EIC, linha hemiclavicular).
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica que exige descompressão imediata para evitar colapso cardiovascular e respiratório. A descompressão por agulha é a medida inicial salvadora de vida, antes da drenagem torácica definitiva.
O pneumotórax hipertensivo é uma condição de emergência com risco de vida, caracterizada pelo acúmulo de ar na cavidade pleural sob pressão positiva, levando ao colapso pulmonar ipsilateral e desvio do mediastino para o lado contralateral. É uma das principais causas de choque obstrutivo em pacientes traumatizados e exige reconhecimento e intervenção imediatos. A fisiopatologia envolve um mecanismo valvular unidirecional que permite a entrada de ar na pleura durante a inspiração, mas impede sua saída na expiração. Isso aumenta progressivamente a pressão intratorácica, comprometendo o retorno venoso, a função cardíaca e a ventilação. O diagnóstico é clínico, baseado em sinais como instabilidade respiratória, hipotensão, turgência jugular e desvio de traqueia, sem necessidade de confirmação radiológica inicial. A conduta imediata e salvadora de vida é a descompressão por agulha (toracocentese de alívio), realizada no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular do lado afetado. Após a descompressão inicial, a drenagem torácica com um dreno de tórax no quinto espaço intercostal, linha axilar média, é o tratamento definitivo para manter o pulmão expandido e permitir a cicatrização da lesão.
Os sinais incluem instabilidade respiratória progressiva, taquipneia, taquicardia, hipotensão, desvio de traqueia para o lado contralateral, turgência jugular e ausência de murmúrio vesicular no lado afetado.
A descompressão por agulha é a conduta inicial porque alivia rapidamente a pressão intratorácica que comprime o coração e os grandes vasos, restaurando a hemodinâmica e a ventilação, sendo uma medida salvadora de vida antes da drenagem definitiva.
A descompressão por agulha deve ser realizada no segundo espaço intercostal, na linha hemiclavicular do lado afetado, utilizando um cateter de calibre grosso (14 ou 16G) para permitir a saída rápida do ar.
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