UOPCCAN - União Oeste Paranaense de Combate ao Câncer (PR) — Prova 2021
Uma mulher de 62 anos de idade foi ejetada do veículo durante uma colisão automobilística. A caminho do serviço de emergência, a equipe de atendimento préhospitalar relata que a sua frequência cardíaca é de 130 batimentos/minuto, a pressão sanguínea é 83x46 mmHg e a frequência respiratória é de 30 incursões/minuto. A vítima encontra-se confusa e seu re-enchimento capilar periférico está retardado. A via aérea está permeável, mas ela está em insuficiência respiratória, com distensão das veias do pescoço, ausência de murmúrio vesicular no hemitórax direito e desvio da traqueia para a esquerda. Diante do quadro apresentado, qual é a melhor conduta a ser tomada?
Pneumotórax hipertensivo → Toracocentese de alívio IMEDIATA, seguida de drenagem pleural definitiva.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica que causa choque obstrutivo. A conduta inicial e salvadora é a descompressão imediata com toracocentese de alívio, seguida pela drenagem pleural para tratamento definitivo e prevenção de recorrência.
O pneumotórax hipertensivo é uma das lesões torácicas mais graves e potencialmente fatais que podem ocorrer em um trauma, exigindo reconhecimento e intervenção imediatos. Ele se desenvolve quando o ar entra no espaço pleural, mas não consegue sair, levando a um acúmulo progressivo de pressão que colapsa o pulmão ipsilateral e desvia o mediastino para o lado contralateral. Esse desvio comprime as grandes veias (cavas) e o coração, impedindo o retorno venoso e resultando em choque obstrutivo. Os sinais clínicos são cruciais para o diagnóstico rápido e incluem hipotensão, taquicardia, taquipneia, insuficiência respiratória, distensão das veias do pescoço, ausência de murmúrio vesicular no lado afetado e desvio da traqueia para o lado oposto. A radiografia de tórax pode confirmar o diagnóstico, mas a conduta não deve ser atrasada por exames de imagem se a suspeita clínica for alta. A prioridade é a descompressão imediata. A melhor conduta inicial é a toracocentese de alívio (descompressão por agulha), realizada no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular ou no quinto espaço intercostal na linha axilar média, no lado afetado. Esta é uma medida temporária para aliviar a pressão. Após a estabilização inicial, o tratamento definitivo é a inserção de um dreno torácico (drenagem pleural) para garantir a saída contínua de ar e a reexpansão pulmonar. Residentes devem dominar essa sequência de ações, pois a rapidez na intervenção é determinante para a sobrevida do paciente.
Os sinais clássicos incluem hipotensão, taquicardia, taquipneia, insuficiência respiratória, distensão das veias do pescoço, ausência de murmúrio vesicular no hemitórax afetado, desvio da traqueia para o lado contralateral e enfisema subcutâneo.
A toracocentese de alívio (descompressão por agulha) é uma medida emergencial e temporária para liberar a pressão no tórax. A drenagem pleural é o tratamento definitivo, com a inserção de um dreno torácico para permitir a saída contínua de ar e a reexpansão pulmonar.
O pneumotórax hipertensivo causa acúmulo de ar na cavidade pleural sob pressão, colapsando o pulmão ipsilateral e desviando o mediastino para o lado oposto. Isso comprime as grandes veias (cavas), reduzindo o retorno venoso ao coração e levando a um choque obstrutivo grave.
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