UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2015
Em relação ao Pneumotórax hipertensivo, é INCORRETO afirmar:
Pneumotórax hipertensivo → Descompressão com agulha é a conduta inicial SALVA-VIDAS.
No pneumotórax hipertensivo, a conduta inicial e imediata é a descompressão torácica com agulha (toracocentese de alívio), e não a drenagem pleural definitiva. Isso porque a descompressão alivia a pressão intratorácica rapidamente, estabilizando o paciente antes da drenagem.
O pneumotórax hipertensivo é uma emergência médica que exige reconhecimento e intervenção imediatos. Ele ocorre quando o ar entra no espaço pleural, mas não consegue sair, levando a um acúmulo progressivo de pressão que colapsa o pulmão ipsilateral, desvia o mediastino para o lado contralateral, comprime o pulmão contralateral e os grandes vasos, resultando em comprometimento hemodinâmico e respiratório grave. O diagnóstico é eminentemente clínico, baseado em sinais como dispneia súbita e intensa, dor torácica, taquicardia, hipotensão, desvio de traqueia, turgência jugular, ausência de murmúrio vesicular e hipertimpanismo no lado afetado. Não se deve aguardar exames de imagem, como a radiografia ou a tomografia de tórax, pois o atraso pode ser fatal. A conduta inicial mais adequada e salvadora é a descompressão torácica imediata com agulha (toracocentese de alívio), geralmente no segundo espaço intercostal na linha hemiclavicular ou no quarto/quinto espaço intercostal na linha axilar média. Após a descompressão, que alivia a pressão crítica, o tratamento definitivo é a inserção de um dreno torácico. A toracotomia exploradora é raramente necessária para o tratamento inicial de um pneumotórax hipertensivo não complicado.
Os sinais incluem dispneia intensa, dor torácica, taquicardia, hipotensão, desvio de traqueia para o lado contralateral, turgência jugular, murmúrio vesicular abolido e hipertimpanismo à percussão no lado afetado.
A conduta inicial imediata é a descompressão torácica com agulha (toracocentese de alívio), realizada no 2º espaço intercostal na linha hemiclavicular ou 4º/5º espaço intercostal na linha axilar média, seguida pela drenagem torácica definitiva.
A TC de tórax é dispensável porque o diagnóstico de pneumotórax hipertensivo é essencialmente clínico e uma emergência. A espera por um exame de imagem pode atrasar a intervenção salvadora e piorar o prognóstico do paciente.
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